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Partilhar, partilhando

Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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A dona da casa não está

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Sou uma mártir das chamadas telefónicas que recebemos no telefone fixo ou no telemóvel sem que se tenha tido qualquer aproximação a essas empresas. Publicidade agressiva, pura e dura. Não me tinha apercebido do verdadeiro massacre que é feito a quem apenas deseja que a deixem em paz, mas estar em casa durante alguns meses deu para perceber. Recebo chamadas de tudo um pouco, para aderir a cartões de crédito, empréstimos pessoais, seguros de saúde, rastreio de problemas nos ossos, para responder a sondagens e outras. Mas sem dúvida a maior fatia são das operadoras de comunicações. Umas melgas, que de tanto melgar, me tiram do sério. 

Já disse milhentas vezes que não estou interessada em mudar de operadora. Estou cansada de pedir para anotarem nos ficheiros que não quero receber este tipo de chamadas, mas continuam a insistir. Já pedi, já supliquei, já barafustei, já me enervei e nada. Não desistem e estou a ponderar deixar de ter telefone fixo, porque não sendo o único meio de onde me chegam, porque pelo telemóvel também acontece, é por aí que a fonte chamativa mais jorra.

O que me faz às vezes respirar fundo e não explodir, é lembrar-me que do outro lado está uma pessoa num call center a fazer o seu trabalho. Pessoas que ganham muito pouco e que estão a fazer aquele serviço, porque na maioria dos casos não encontraram coisa melhor.

Mas entretanto arranjei uma estratégia. Agora quando recebo essas chamadas e para que a conversa seja travada, evitando discussões inúteis, atendo o telefone e digo:

- A dona da casa não está. Não sei quando volta. 

Ultimamente temos vivido na paz do Senhor, eles e elas cumprem o número de chamadas diárias que têm de fazer e eu não me enervo. Tenho de cuidar da minha tensão arterial.  

Fiquem bem.

Mary S.