Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Partilhar, partilhando

Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

Partilhar, partilhando

Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

A lei da quota mínima

800.jpg

 

A minha reflexão deste sábado vai para a aprovação ontem, na Assembleia da República, da lei que introduz quotas de género nas administrações e nos órgãos de fiscalização das empresas públicas e empresas cotadas na bolsa.

Passa a haver a partir de 2018 uma quota mínima de género de 33,3% nas administrações e nos órgãos de fiscalização das empresas públicas, nas empresas cotadas em bolsa será de 20% de quota mínima por género a partir de 2018 e de 33,3% a partir de 2020.

Esta lei tem a ver com o reduzido acesso das mulheres portuguesas a cargos de maior relevância, mas a opção pela existência de quotas nunca foi consensual. Os que são contra, defendem que as mulheres se devem impor através da competência e capacidade e não porque existe uma norma que obriga a que estejam presentes numa percentagem estabelecida. 

Não posso dizer que não concordo de todo com esta ideia, mas também sei que no nosso país, não só na política mas nos mais elevados cargos empresariais e outros, as mulheres estão em minoria. Não têm acesso por mais competentes que sejam, muito raramente conseguem ascender e aqui não são de todo alheias as questões culturais. 

Serão necessárias algumas décadas para que efectivamente se verifique neste país a tal igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

Acredito que esta obrigatoriedade imposta por lei, contribuirá para que mais rapidamente se verifique algo que é muito importante - a alteração das mentalidades.

Que daqui por alguns anos não seja preciso invocar a lei que agora foi aprovada.

Fiquem bem.

Mary S.

 

(foto retirada da Net)