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Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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Nunca, é muito tempo

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"Se eu não morresse, nunca! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas! - Cesário Verde "

 

Li este verso pela primeira vez quando estudei Cesário Verde. O poeta interroga-se sobre a sua finitude e a busca pela perfeição das coisas. Morreu, como inevitavelmente acontece aos seres vivos, mas cedo demais, tinha trinta e um anos. Deixou-nos os seus poemas. Este verso mais tarde acompanhou-me durante um certo período da minha vida, porque está na parede do corredor da estação de metro da Cidade Universitária. Passei por ele diariamente durante cinco anos.  Às vezes pensava no tema. E hoje também. 

Se eu não morresse, nunca!  Nunca, é muito tempo. Mais uns bons anos mais do que a actual esperança média de vida, era capaz de ser interessante, desde que mantivesse intactas a capacidade física e intelectual.

Dizem que quanto mais se vive mais se aprende. Aprendemos com os nossos erros, com o passar dos anos chega também mais tolerância, aprendemos a reconhecer os nossos defeitos e as virtudes dos outros. Não atingimos a perfeição, longe disso, mas vamos apurando. A experiência de viver traz-nos sabedoria. Pena é que depois de ficarmos mais sábios, vamos ter obrigatoriamente de viajar.

Fiquem bem.

Mary S.

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