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Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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Uma semana de férias no centro do país - Dornes

Ficámos uns dias alojados em Ferreira do Zêzere para a partir daí explorarmos vários sítios que queríamos há muito conhecer ou a que queríamos voltar. Um dia foi dedicado a conhecer Dornes, uma aldeia ribeirinha que fica à beira do lago formado pela barragem de Castelo de Bode. Almoçámos peixe do rio e demos um belo passeio de barco. Vale a pena. A terra é pequena mas muito bonita. Ficam algumas fotos, espero que gostem e que fiquem com vontade de ir até lá.  É uma zona lindíssima e mais uma vez chamo a vossa atenção, porque não é suficientemente divulgada e vale a pena conhecer. A seguir irei mostrar o Lago Azul também na mesma zona.

Fiquem bem.

Mary S.

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Uma semana de férias no centro do país - Castanheira de Pera

Continuando a contar sobre a nossa semana de férias no centro do país. Saímos de manhã do hotel em Pedrógão Pequeno e passámos pela Barragem do Cabril, depois Pedrógão Grande e fomos ainda à Praia Fluvial do Poço de Corga. Junto a esta praia existe um carvalhal centenário, um lugar de belas sombras e muito aprazível, tem um parque de merendas e o Museu “Lagar do Corga”, um antigo lagar de azeite movido a energia hidráulica.  

 

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Depois de Poço de Corga, fomos para Castanheira de Pera, para a Praia das Rocas, destino há muito escolhido pelos mais novos por causa da piscina de ondas. Divertiram-se bastante com as actividades que podem ali ser praticadas. Foi um dia em cheio para eles. 

Ao final do dia saímos pela agora tão falada Nacional 236-I em direcção a Figueiró dos Vinhos, o nosso destino era Ferreira do Zêzere que iria ser o nosso quartel general por uns dias. 

Fiquem bem.

Mary S.

 

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Uma semana de férias no centro do país - Sertã e Pedrógão Pequeno

Continuando. Depois da paragem no Pico da Melriça em Vila de Rei, seguimos em direcção à Sertã onde iríamos almoçar.

 

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A vila é atravessada pela Ribeira da Sertã. É uma zona muito bonita, ajardinada, com muita água e arvoredo. Existe uma praia fluvial e a Ponte Filipina da Sertã, também conhecida como Ponte da Carvalha. É uma ponte com seis arcos de estilo romano, mas construída durante o domínio Filipino e atravessa a ribeira, ligando a parte nova à zona mais antiga da vila.  

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Alguns membros da família ao almoço quiseram provar os célebres Maranhos que são muito característicos da região. São enchidos frescos confeccionados com recheio de carne de borrego ou de cabrito, a que se junta presunto, arroz, vinho, azeite, alho e ervas aromárticas, em especial a hortelã. São servidos cortados às fatias, acompanhados por grelos de nabo ou de couve. 

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Maranhos 

Depois de almoçar partimos em direcção a Pedrógão Pequeno, pois iríamos ficar num hotel que fica no cimo do Monte da Senhora da Confiança. No local existe uma capela dedicada à santa e onde anualmente em Setembro se realiza uma das romarias mais antigas da região. É um bom local para fazer de quartel general e dali partir à descoberta das aldeias de xisto, da floresta e das várias praias fluviais.  

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Uma semana de férias no centro do país - Vila de Rei

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 Vista do Pico da Melriça - Vila de Rei

 

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Marco que assinala o Centro Geodésico de Portugal Continental

 

Fomos há dois anos uma semana de férias para a Zona do Pinhal Interior Norte. Concretamente para os concelhos que foram tão devastados com os brutais incêndios. É uma forma de mostrar que a região é muito bonita e que vale a pena conhecer. Como referi no primeiro post sobre o tema, saímos de Lisboa rumo a  Abrantes e daí partimos em direcção a Vila de Rei. 

Queríamos ir ao Centro Geodésico de Portugal Continental. Vale a pena deixar a estrada principal e subir ao cimo do Pico da Melriça. A vista é a que está na foto, com Vila de Rei ao fundo.

Daqui seguimos para a Sertã. Onde fomos almoçar. Fica para o próximo post. 

Fiquem bem

Mary S.

Uma semana de férias no centro do país

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                            Abrantes

 

Fez precisamente dois anos na semana dos incêndios, que estive com a familia durante uns dias no centro do país.  Lá, onde aconteceu o inacreditável, o que parece ser um filme de terror.

Com excepção de Tomar, não conhecia a zona e em Junho de 2015 em vez da habitual semana de férias no Algarve, fomos bem para o centro do país. E gostámos muito. Entre outros sítios estivemos na Zona do Pinhal Interior Norte.

De Lisboa a Abrantes foi uma viagem directa, depois estivémos em Vila de Rei, Sertã, Pedrógão Grande, Barragem do Cabril, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Dornes, Lago Azul, Tomar, Barragem de Castelo de Bode, Vila Nova da Barquinha e finalmente o Castelo de Almourol.

Algumas terras por onde andámos, têm sido ultimamente muito referidas, infelizmente pelas piores razões, porque o verde imenso tornou-se fogo, um braseiro que consumiu floresta, algumas aldeias, colheitas e o pior de tudo, levou vidas. Uma vida e seria horrível, mas foram muitas. Demasiadas. 

Mas é uma região linda, que vale a pena conhecer. Tem várias praias fluviais, aldeias de xisto, barragens, monumentos e uma paisagem deslumbrante.  Ali passámos uns dias de férias maravilhosos.  

Fizemos bastantes quilómetros para conhecer o mais possível, e também fomos para a Praia das Rocas em Castanheira de Pera pela Estrada Nacional 236-I. Foi doloroso ver as imagens. Continua a ser muito triste cada vez que as mostram. Não concordo que a apelidem agora com um nome que não vou repetir, por favor não façam isso, aquela linda região não merece tão grande estigma. 

Uma boa forma de ajudar aqueles concelhos é continuarmos a visitá-los. Ir às suas aldeias e vilas, mergulhar nas águas das praias fluviais e nos lagos formados pelas barragens,  ver a beleza rude das casas de xisto e apreciar a sua gastronomia. Os que tiverem oportunidade de fazer um fim de semana fora ou uns dias de férias, pensem nesta zona como opção. O turismo pode ajudar muito a refazer a região.

Em jeito de homenagem ao maravilhoso que foi tê-la descoberto, vou partilhar aqui um pouco do que foram esses dias. Saímos de Lisboa em direcção a Abrantes, para conhecer a terra, provar e dar a provar aos mais novos a célebre Palha de Abrantes, dali seguimos para Vila de Rei. Mas isso fica para amanhã, porque a nossa viagem ainda agora começou.

 

Fiquem bem.

Mary S. 

 

Quero ir cruzar o mar

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Foto retirada da Net

 

Há muitas coisas que ainda não consegui concretizar e por isso continuam no meu imaginário. Fazer um Cruzeiro é uma delas. Está presente. Insistentemente presente. Adoro o mar, gosto de estar perto dele e guardar para mim um pouco da sua energia. Sinto-me sempre melhor quando volto a casa. 

Gostava de saber como será a sensação de ter tanto mar à minha volta, adormecer e acordar tendo-o como única paisagem. Será que terei medo? Depois disso, ficarei com vontade de repetir a experiência ou pelo contrário arrumarei o assunto para sempre. 

Vou avançar com a ideia, não vai passar deste ano.  Quero ir num Cruzeiro, cruzar o mar. Quatro ou cinco dias no Mediterrâneo. Fico a saber como é, só espero não enjoar. Bom dia e boa semana.

Fiquem bem.

Mary S.

 

Amesterdão, cidade de túlipas e bicicletas

Amesterdão é uma cidade diferente de outras capitais europeias, a que não são alheios os 150 canais e mais de 1200 pontes, bem como a particularidade da arquitectura dos edifícios, os milhares de bicicletas, os mercados de flores, os parques e jardins. Deixo algumas dicas para os que pretendem conhecer a cidade. 

Uma estadia de três dias, dá para conhecer o mais importante. Há locais que são obrigatórios como a Praça Dam, o coração da cidade, onde fica o Palácio Real, o Begijnhof, uma praça interior formada por um conjunto de casas datadas de 1346, construídas para servir de moradia das beguinas, uma irmandade feminina católica laica. Nessa praça onde não se ouve o barulho da cidade,  no número 34 fica Houten Huis o edifício mais antigo de Amesterdão, com a fachada de madeira original.  É muito interessante.

Aproveitem para passar por Nieuwmarkt e Munttoren que são as antigas portas da cidade. Vão até ao Jordaan, uma zona muito bonita, para apreciar a beleza dos edifícios e dos canais. A não perder uma ida ao maior mercado de rua, o Albert Cuyp Markt em De Pijp, bairro que chamam o Quartier Latin de Amesterdão. O mercado funciona de 2ª a sábado, das 9h às 17h. Lá vende-se de tudo e podem encontrar algumas especialidades gastronómicas holandesas, que a seguir faço referência. Se tiverem tempo, façam um Cruzeiro pelos canais é muito agradável e pitoresco. E passem pelo mercado das flores na margem do Canal Singel.  

Vão até ao Oud-Zuid o bairro mais luxuoso, onde podem encontrar as lojas das grandes marcas. Aí chegados podem depois visitar o Vondelpark, um dos parques mais bonitos e o Museumplein, Praça dos Museus. Nesta praça fica o Concertgebouw, uma das melhores salas de concertos do mundo, o Rijksmuseum, o Museu Van Gogh e o Museu dos Diamantes. Nos meses de Verão alguns museus costumam ter filas e para evitar isso, podem comprar os bilhetes nos sites dos museus e acreditem que vale a pena. 

Se tiverem mais dias na cidade, aconselho uma visita à Casa de Anne Frank, à Casa-Museu de Rembrandt, à Sinagoga Portuguesa de Amesterdão e ao NEMO, o museu de ciência e tecnologia que está instalado num edifício em forma de navio.  

Há ainda um local bastante visitado, o Red Light District, geralmente os turistas vão lá porque têm curiosidade em ver as "meninas" nas montras.

Quanto à  gastronomia holandesa, de facto tem pouco para oferecer, mas destaco a Erwtensoep, uma sopa de ervilhas, o que mais gosto da cozinha holandesa. No Inverno é uma sopa forte e aconchegante. Também Stamppot, uma mistura de batatas cozidas amassadas e verduras, que serve de acompanhamento, há também os conhecidos Kroket, croquetes holandeses que se encontram à venda em todo o lado. Também os queijos que são muito conhecidos e existem de vários tipos. Se tiverem coragem comam Haring, arenque crú. Eu já comi e fiquei a saber que detesto. 

Quanto a doçaria, há a famosa Appeltaart, tarte de maçã holandesa, as Stroopwafels, bolachas recheadas com melaço de açúcar, as Poffertjes que são mini-panquecas servidas quentes, acompanhadas com um pedaço de manteiga e polvilhadas de açúcar. É muito bom. 

Se forem próximo do Natal não deixem de provar as Oliebollen, vendem-se em roulotes na rua. São bolas de massa fritas em óleo, a massa faz lembrar as nossas farturas. Só lembrar, porque as nossas farturas são de longe muito melhores. Damos bem por elas porque o cheiro a fritos espalha-se pelas ruas. 

Não se esqueçam de levar chapéu de chuva ou uma capa de plástico, porque provavelmente vai chover, se não for de manhã, pode ser de tarde. E usem calçado bom para fazer uns quantos quilómetros, Amesterdão é completamente plana, e caminhar é a melhor forma de conhecer a cidade. Ficam algumas fotos que tirei para aguçar o apetite.

Fiquem bem. 
Mary S.

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De comer e chorar por mais

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Adoro chocolate seja de que maneira for.  Simples ou em bolos, mousse, biscoitos, gelados, desde que esteja presente, sabe-me sempre bem. No Inverno um chocolate quente é uma delícia que me aconchega o estômago e a alma. 

Como este meu canto é um lugar de Partilha, hoje vou falar num bolo de chocolate que é uma delícia, uma verdadeira atracção turística vienense a Sacher-Torte.

Esta maravilha da doçaria tem uma história. Foi criada em 1832 para o princípe austríaco Klemens Wenzel von Metternich, que gostava que o seu pessoal da cozinha criasse novos pratos para apresentar os convidados. Foi o jovem aprendiz Franz Sacher na altura com dezasseis anos,  o seu criador. Nunca deu a receita a ninguém, só a transmitiu ao seu filho Eduard.  

Eduard Sacher e a sua mulher Ann, abriram por volta de 1876 em Viena, o Hotel Sacher e ali começaram a vender o bolo de chocolate criado pelo pai. O local ficou famoso e passou a ser muito frequentado pela alta sociedade vienense. Hoje a iguaria é reconhecida internacionalmente e o Café Sacher envia-a para qualquer parte do mundo.  Ir a Viena e não entrar no célebre café para provar a Sacher-Torte é o mesmo que visitar Lisboa e não ir aos Pastéis de Belém.  

Quando estive em Viena, fui beber um café e comer uma fatia do célebre bolo de chocolate, recheado com marmelada de pêssego e servido com creme chantilly. Gostei do bolo e do interior do café, para além de ser bonito nota-se que é um lugar com história. Aí está a fotografia para a posteridade. Tudo o que tinha ouvido foi comprovado. É realmente uma delícia.

E sabem porque hoje me lembrei disto? Porque tenho uns amigos a chegar de Viena e vão trazer-me o que lhes pedi.  Isso mesmo, Sacher-Torte.

Fiquem bem.

Mary S.

A Ilha de Capri - Lembranças de Andanças

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  (fotos Pinterest)

 

Tenciono partilhar com os que se dão ao trabalho de passar por aqui, algumas das minhas mais gratas recordações enquanto viajante por cá e por lá. Irei falar de locais que me marcaram pelas paisagens naturais ou pela grandiosidade, sejam cidades ou monumentos. Por isso a rubrica "Lembranças de Andanças", onde irei relatar algumas das minhas experiências.

Os gostos não se discutem,  o que é belo para mim, pode não ser para os outros, mas sei que quem gosta de ir à descoberta, também gosta de levar na bagagem o máximo de informação possível. Às vezes uma pequena dica, que parece insignificante pode fazer a diferença na tal viagem que andamos a planear fazer.

E a primeira dica tem a ver com a minha ida à Ilha de Capri.  Adorei.

Estávamos de férias em Roma num mês de Agosto, que para mim não é a melhor altura para se viajar, mas às vezes não é quando se quer, mas quando se pode. Estava um calor tórrido e havia longas filas ao Sol para visitar os principais monumentos. Quem puder não escolha Agosto torna-se muito cansativo. De manhã estamos bem, mas de tarde só queremos ficar sentados à sombra ou então voltar para o fresco do hotel. 

Num dia que tínhamos livre, resolvemos sair da cidade e ir à Ilha de Capri. Dá para ir e voltar no mesmo dia. Há excursões organizadas de um dia, comprámos no nosso hotel e de manhã muito cedo um autopullman veio-nos apanhar. O custo da viagem tem tudo incluido, o transporte, a travessia de barco do porto de Nápoles para Anacapri, a visita à Grotta Azzurra, o almoço e um passeio num pequeno autocarro sem tejadilho, que nos leva até ao cimo, por uma estrada estreita e cheia de curvas e que nos oferece uma vista sublime. Aquele mar tão azul é maravilhoso. Dá vontade de ficar naquele sítio lindíssimo por muito mais tempo. Mas era só um dia que tínhamos e foi aproveitado assim. 

A Grotta Azzurra pode eventualmente não ser possível visitar, tem a ver com o estado do mar e com a subida da maré. Nós conseguimos, mas entrámos e saímos da gruta deitados no fundo do barquito, porque a entrada era já muito baixa. Uma quase odisseia, mas que valeu a pena. E por hoje é tudo. Bons passeios.

Fiquem bem.

Mary S.

Em modo branco e azul

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Vivo com os pés bem assentes no chão, mas sonhar nunca fez mal a ninguém. Muitas vezes é de sonhos sonhados, que acabamos por construir realidades. O que seria da nossa existência se não nos fosse dada a capacidade de sonhar e se possível concretizar?

Encher os olhos até à exaustão com a combinação de cores que tanto me agrada. Fotografar muito numa ilha grega das menos badaladas. De manhã à noite, por uns dias, viver em modo branco e azul. 

Fiquem bem.

Mary S.

 

(foto retirada da Net)