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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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16
Nov18

O Porto e o Douro


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Há alguns anos conhecia muito mal a cidade do Porto e não conhecia de todo a região do Douro. Tinha estado na Invicta em miúda, mas apenas me lembrava da Torre dos Clérigos e da Ponte de D. Luis. Depois em adulta, fui umas vezes ao Minho e à Galiza, mas depois de atravessada a ponte sobre o Rio Douro, seguíamos o nosso destino. 

Já conhecia grande parte do país, não fazia sentido conhecer tão mal a sua segunda cidade, eu, que acho que antes de ir para fora, devemos conhecer pelo menos, o que de melhor temos por cá.

Numas férias, decidi ir passar uns dias no Porto. E porque gostei voltei, isto antes da cidade estar na moda e a abarrotar de turistas. Hoje posso dizer que conheço razoavelmente e  gosto, gosto muito. Acho que visitei tudo o que a cidade tem para oferecer e é muito. Um dos meus locais favoritos é sem dúvida a Ribeira.

Depois, decidi-me a conhecer a região onde se cultiva em socalcos as vinhas que dão origem ao famoso vinho do Porto.  Fiz a viagem de comboio desde a estação de S. Bento até à Régua, depois desci o rio de barco até Gaia. Numa outra altura fiz o passeio de barco desde a Régua até ao Pinhão, com uma visita a uma quinta, com direito a conhecer as adegas e a uma prova de vinho. Estive também um fim de semana prolongado em Baião e Peso da Régua. Aconselho uma visita ao Porto e em especial à região do Douro e deixe-se deslumbrar com as paisagens.  Estou com saudades de voltar.   

Fiquem bem.

 

15
Nov18

Miúdos que não querem comer


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Se o meu filho mais velho foi um caso sério para dormir, já aqui contei, o mais novo foi pior, porque não queria comer. Até aos dois meses bebeu sempre as quantidades de leite recomendadas e aumentava bem, mas a partir daí começou a recusar até chegar a estar dezasseis horas sem comer. Um desespero. Fez vários exames para despistar alguma doença, mas felizmente não acusaram nada e com o tempo chegou-se à conclusão que ele pertencia à classe das crianças difíceis para comer, as tais que sempre existiram e que têm de calhar a alguém. Experimentou vários leites e teve de começar com a papa mais cedo, mas comia algumas colheres e o resto ficava no prato. A médica introduziu o leite de vaca para experimentar e aconteceu uma espécie de milagre, o miúdo começou a beber o leite. Afinal a minha querida criaturinha não gostava dos leites de bebés. As coisas melhoraram. Passou a beber o leite todo e gostava, quanto à comida bastavam-lhe umas três ou quatro colheres. Em termos de peso aumentava pouco, mas crescia. Ficou um palito.

Antes de começar a dar-lhe as refeições, já eu estava ansiosa, a médica dizia que isso não era bom, nem para mim nem para ele, mas não conseguia evitar. À medida que crescia e ia tendo mais entendimento, valiam-me as histórias, comia quando estava distraído, se dava por isso, acabou-se. Perante a minha insistência e quando já falava, chegou a dizer a chorar "mãe, não gosto de comer".  Foi assim até aos seis anos, mas a partir dessa idade foi mudando, aos poucos começou a comer sem haver tanto drama à hora das refeições, e nunca mais o ouvi dizer que não gostava de comer. Muito pelo contrário, hoje é o que se pode chamar um bom garfo. Às vezes quando o vejo comer com tanto prazer, lembro-me do que ele e eu sofremos por causa da comida. 

Se conto esta experiência é porque aprendi que a nossa ansiedade transmite-se aos nossos filhos. Devemos ouvir quem nos diz que abrandemos, que não vivamos numa constante preocupação. É melhor encarar e pensar que se passou o dia só a leite, amanhã talvez consiga dar-lhe a sopa e alguma fruta esmagada. São crianças que não comem a dose de comida dita "normal" para a idade, nem se encaixam nos horários estabelecidos. Sem nunca desistir, devemos tentar relaxar e pensar que um dia as coisas vão certamente melhorar, tal como me diziam, um dia vão acabar por comer normalmente, às vezes demora é verdade e custa bastante, claro que sim, mas o stress, a ansiedade, às vezes o desespero e as lágrimas da nossa parte, nestes casos não ajudam mesmo nada. 

Fiquem bem.

14
Nov18

Energia e pensamentos positivos


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Quando se anda às voltas com uma preocupação que nos perturba, por vezes sentimo-nos desmoralizados, descrentes da nossa capacidade e incapazes de reagir, e o mais importante, incapazes de agir, de tomar as rédeas do problema. Geralmente nestas situações, quem está por perto no intuito de ajudar, costuma aconselhar:

-  Tens de ter energia e pensamentos positivos.

Esses pressupostos podem contribuir para encarar de frente o que nos aflige, mas ainda ninguém disse onde se arranjam, não podemos ir ao supermercado comprar energia positiva, como quem compra um pacote de leite, nem trazer um saco de pensamentos positivos, como se fossem batatas. Nas farmácias, onde habitualmente há de tudo, também não têm.

Parece que só nos resta, sermos nós, os principais interessados em dar a volta ao assunto, que temos de resolver ou pelo menos tentar resolver o que nos preocupa, que temos de sair daquele estado de espírito derrotista e arranjar rapidamente os tais elementos que nos podem ajudar - Energia e pensamentos positivos. 

Cada um terá a sua forma. No meu caso ajuda-me sair de casa e procurar distrair-me, falar com pessoas, tentar rir, porque rir é terapêutico. Ir para perto do mar, pode ter quase o efeito de um remédio. Gosto de me sentar a observá-lo, de aspirar o cheiro a maresia e de ver a força das ondas. Toda aquela energia faz-me bem, faz-me sentir revigorada e com mais ânimo. 

Se o estado de espírito melhora, é possível que a energia positiva se instale e por acréscimo apareçam também os ditos pensamentos positivos. O problema que existia está lá, mas conseguimos pensá-lo numa perspectiva mais racional e ponderada. Conseguir avaliar um assunto, atribuindo-lhe a importância que na verdade tem, na sua justa medida, é meio caminho para o enfrentar e quem sabe até, resolver. 

Fiquem bem.

13
Nov18

Um agradecimento à equipa


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Agradeço à Equipa do SAPO Blogs pelo facto do meu post MÍÚDOS QUE DÃO MÁS NOITES, ter sido destacado. Estou bastante empenhada e motivada no meu Partilhar, partilhando, um espaço onde escrevo sobre os mais variados assuntos de que vou tendo conhecimento ou sobre as minhas vivências, de que é exemplo o post que foi agora destacado. Espero continuar a escrever e enquanto o fizer irei sempre tentar dar o meu melhor.

Muito obrigada!

 

12
Nov18

As Crónicas do meu blog - A melhor paella


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O dia tinha amanhecido impróprio para fazer turismo. Céu bastante carregado, chuva e vento. Justamente no último dia na capital da Catalunha, que estava destinado a conhecer Barceloneta, zona de praia, conhecida também por ter muitos restaurantes, onde me tinham dito que se comia bem. O tempo iria melhorar, pensei, nos dias anteriores tinha estado um tempo de quase Verão. Arrisquei.

Vesti um casaco que supostamente era impermeável, calcei umas botas, peguei no chapéu de chuva e saí do hotel rumo ao destino planeado. Tinham-me recomendado um bom restaurante para almoçar, cujo nome estava anotado no mapa da cidade que levava comigo, mas a chuva que nunca parou, quase o desintegrou. Comecei a descer as Ramblas e entrei no Cafè de l'Òpera, bebi um café, comi uns churros e deixei-me ficar um tempo a ver se a chuva passava, mas tal não aconteceu. Segui viagem.

Quando finalmente cheguei a Barceloneta, ia encharcada até aos ossos, quiçá até à alma. Um desconsolo. O chapéu de chuva ficou num caixote do lixo completamente esfrangalhado. Entrei no primeiro restaurante, porque o que queria era sair da chuva, enxugar-me e  aconchegar o estômago, por esta ordem. Escolhi paella e fui tratar de mim. 

Enquanto esperava, fui enxugar-me o melhor que me foi possível e comecei a sentir-me um pouco melhor. Chegou finalmente, a escaldar, com um aroma que adivinhava algo de bom. Comecei a comer e na verdade estava uma delícia. Foi a melhor paella que me lembro de ter comido. Seria porque, depois daquela odisseia estava num lugar confortável e abrigado, seria porque já tinha alguma fome ou porque na verdade estava particularmente bem feita? Talvez tudo junto. 

À medida que ia desaparecendo na frigideira, na proporção inversa eu ia ficando cada vez mais reconfortada e quente. Abençoada paella que me aqueceu e me fez renascer, não das cinzas, mas do desconforto de uma grande molha e do frio, num dia em que o mais sensato teria sido ficar no hotel. Pela janela do restaurante via que o tempo continuava sem o menor sinal de melhoria.

No regresso ao hotel enfrentei-o de táxi. 

Fiquem bem.

 

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