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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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15
Dez18

Celebrações em família


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Decoração 2.jpg

 

Todas as famílias têm os seus segredos. De entre eles estão os ligados à culinária, que vão sendo passados aos que cresceram habituados a saborear as delícias. Quantas vezes ouvimos falar em pratos principais ou doces, que ninguém fazia melhor que a avó ou a mãe. Acontece muito, sobretudo nas comidas do tempo de Natal.

É comum ouvir falar no sabor único do cabrito,  no recheio do perú, no caldo verde, no arroz-doce, no leite creme ou nas filhoses. Sabores que gravamos na nossa memória como únicos, tendo a ver sem dúvida, com a qualidade da confecção, mas também por estarem associados a momentos passados em família, que fazem parte das nossas melhores recordações.

Em muitos casos esses momentos, tal qual nos lembramos, já não podem ser integralmente repetidos, porque a vida não se compadece. Restam-nos as recordações e uma forma de homenagear quem falta à mesa, é falar neles, rir até do que diziam ou faziam nesses dias de convívio e esforçarmo-nos para que, as actuais celebrações em familia sejam o mais possível semelhantes às da nossa memória.

Fiquem bem.

 

12
Dez18

Fazer os fritos....


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Fritos de abóbora.jpg

 

Todos os anos quando começa o frio e o Natal está próximo, tenho vontade de comer os doces tradicionais da quadra. Não resisto a pedir para acompanhar o café, uma Fatia Dourada, uma Azevia ou um Sonho. Hoje lembrei-me de como me teria sabido bem ao lanche, uns Sonhos de Abóbora que a minha mãe fazia. Na minha região chamamos-lhes apenas, Sonhos ou Fritos.  

Era costume passar a noite da Consoada a ver a minha mãe fazer os Fritos. Começavam a ser feitos à noite e como demorava bastante até que ficassem prontos, havia trabalho pela noite fora. Depois dos ingredientes misturados, a massa era batida como se fosse pão, num alguidar de barro vidrado, o alguidar dos fritos, porque só era usado para esse fim. Quem batia a massa convinha que tivesse força de braços, para que esta ficasse muito leve.  A seguir cobria-se o alguidar com um pano branco e por cima abafava-se com um cobertor.

A massa ficava a levedar ao lado da chaminé, a zona mais quente da cozinha, porque as noite eram muito frias. Daquelas, que ao abrir a porta de manhã, víamos as plantas brancas de geada e a água do tanque à superfície, transformada em vidro. 

Passado algum tempo, que a mim me parecia sempre uma eternidade, a minha mãe começava então a fritar, os Fritos. Eu só entrava ao serviço, para os passar na mistura de açúcar e canela. Era então que dava largas à imaginação, encontrando-lhes semelhanças com pássaros, cães e patos. Semelhanças que a maioria das vezes ninguém via, mas via eu. 

Fiquem bem. 

 

11
Dez18

O Próximo Acto....


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blindados.jpg

 

As manifestações dos coletes amarelos em Paris, que entretanto já se estenderam a outras cidades francesas e europeias, preenchem os horários televisivos aos fins de semana, sobretudo ao sábado. Há quatro semanas que, sentados no sofá, assistimos em directo à guerrilha urbana nos Campos Elísios. 

Não quero aqui opinar se, quem se manifesta têm ou não razão, apenas faço a reflexão sobre a forma como alguns protestam. As manifestações são convocadas através das redes sociais e por enquanto, pelo menos aparentemente não se conhece os organizadores. Chamam-se Actos e já está convocada nova manifestação para o próximo sábado, será o Quinto Acto. Alguns manifestantes mais radicais, a maioria vive nos subúrbios, saem de casa muito cedo, devidamente preparados, transportando nas mochilas não só algo para se alimentar e hidratar, mas também levando petardos e outros artefactos, máscaras de protecção facial e respiratórias, gorros e colírios ou soro fisiológico para minimizar os efeitos do gás lacrimogéneo. 

Chegados aos locais estipulados, partem montras, incendeiam carros, fazem fogueiras com caixotes do lixo e outras peças de mobiliário urbano, arrancam pedras do chão para partir montras e atirar aos polícias e em troca são atingidos por canhões de água, gás lacrimogénio, balas de borracha e bastonadas. No último Acto, o Quarto, já se viram blindados nas ruas. Nesta espécie de jogo de gato e rato, muitos vão parar ao hospital ou à prisão.

Os comerciantes também se preparam, não arriscando abrir ao sábado e protegendo as montras com tapumes. Os responsáveis pelos edifícios públicos e privados vedam como podem o seu acesso. Os museus não abrem portas. No sábado à noite, contabilizam-se o número de feridos graves, feridos ligeiros, de manifestantes identificados e detidos. Aos domingos de manhã começa a limpeza dos vestígios dos confrontos e tudo fica em banho-maria, numa paz podre, até ao sábado seguinte. Até ao Próximo Acto. 

É no mínimo assustador esta forma de manifestar a indignação e o descontentamento. Oxalá não exista mais contágios e que esta metodologia de guerrilha urbana reivindicativa, não atravesse os Pirinéus. 

 

Fiquem bem. 

 

10
Dez18

Existem relógios de ponto...


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Acho lamentável e muito pouco abonatório para a Assembleia da República e sobretudo para a nossa Democracia, o que tem vindo a lume sobre as falsas presenças dos deputados, primeiro, e ultimamente sobre a forma como são aprovadas as leis do país.  

Não se esperaria este comportamento, mas na verdade os deputados representam o povo que somos e este tipo de habilidades, são uma característica muito nossa. 

E se para acabar com estas práticas, fossem instalados relógios de ponto, com reconhecimento facial e digital? Os deputados, registavam diariamente a sua hora de entrada, a saída para o período de almoço, o reinício após o almoço e a saída ao final do dia. Como numa empresa, sim, porque não? 

Facilmente se resolvia a questão das presenças, sabia-se quem esteve e quem faltou, mais, ficava-se a saber quantos dias ou apenas quantas horas esteve presente cada deputado. Alguns deixavam de ser omnipresentes. 

Quanto à contagem de votos na aprovação das leis, não me parece complicado que, antes do início da cada votação, que é feita através de computadores individuais, se proceda previamente a uma contagem manual para apurar o número de deputados que estão de facto presentes no momento que vão votar.

Se a matemática não falhar no final de cada votação, o total de votos registados pelo sistema informático, (votos a favor, contra e as abstenções), têm de ser igual ao número total apurado antes do início da votação.

Devem ser urgentemente resolvidos estes problemas, os portugueses têm de ter a certeza que os deputados recebem pela sua presença efectiva na Assembleia e também quando vão em deslocações em sua representação, bem como devemos ficar com a certeza absoluta, que no momento da aprovação das leis, por cada deputado, apenas entra um e só um voto. Será muito difícil?

 

Fiquem bem. 

 

03
Dez18

A jovem imigrante


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Em Agosto de 2015, num passagem breve por Vaduz, capital do Principado do Liechtenstein, ouvi uma história de vida, contada pela própria e que na altura publiquei neste blog, que estava no seu início e que posteriormente veio a ter várias mudanças de visual e longas interrupções.  

UMA PORTUGUESINHA SAUDOSA

Desejo que a jovem desta história verídica, que estava tão saudosa do seu país, se por acaso ainda lá estiver, esteja mais habituada e conformada com a sua vida de imigrante. 

Mas o meu maior desejo, é que durante estes anos que passaram  e por ter havido entretanto mais possibilidades de arranjar trabalho, ela faça hoje parte dos jovens portugueses que regressaram ao seu país.

Se foi assim, este Natal será passado na sua terra, junto dos seus. E não haverá nos seus olhos mais lágrimas de saudade. É um dos meus sinceros desejos para este Natal. 

Fiquem bem.

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