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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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19
Nov18

Outono nas Montanhas


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(Seia - Parque Natural da Serra da Estrela)

 

Nunca tinha visitado as terras mais altas do nosso país, no Outono. Já tinha ido algumas vezes na Primavera, também em Agosto e por isso sei bem o calor que lá faz, mas a maior parte das vezes tenho ido no rigor do Inverno, já passei alguns Natais e Passagens de Ano numa aldeia da Serra da Estrela. Mas o Outono naquelas paragens era para mim completamente desconhecido, mas deixou de ser este fim de semana.

Fomos de Lisboa para a Covilhã, passámos pela região da Cova da Beira que está linda, pintada de tons de amarelo, laranja e cobre, não tenho fotos porque não parámos. Depois fomos em direcção à Guarda e Trancoso. No dia seguinte estivemos em Seia e arredores. Ficam umas fotos que mostram o quanto as paisagens estão bonitas. Os castanheiros foi sem dúvida o que mais me surpreendeu, sempre os tinha visto com folhagem verde, vê-los de folhas cor de fogo e sem ouriços, porque já foi tempo da colheita, não os reconheci. Estão lindos, coloridos. Parecem uma pintura. 

Paisagens com cores de encher o olhar e que fazem feliz quem gosta desta época do ano. Valeu a pena subir à Beira Alta, para ver o Outono nas nossas montanhas.

Fiquem bem. 

12
Nov18

As Crónicas do meu blog - A melhor paella


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O dia tinha amanhecido impróprio para fazer turismo. Céu bastante carregado, chuva e vento. Justamente no último dia na capital da Catalunha, que estava destinado a conhecer Barceloneta, zona de praia, conhecida também por ter muitos restaurantes, onde me tinham dito que se comia bem. O tempo iria melhorar, pensei, nos dias anteriores tinha estado um tempo de quase Verão. Arrisquei.

Vesti um casaco que supostamente era impermeável, calcei umas botas, peguei no chapéu de chuva e saí do hotel rumo ao destino planeado. Tinham-me recomendado um bom restaurante para almoçar, cujo nome estava anotado no mapa da cidade que levava comigo, mas a chuva que nunca parou, quase o desintegrou. Comecei a descer as Ramblas e entrei no Cafè de l'Òpera, bebi um café, comi uns churros e deixei-me ficar um tempo a ver se a chuva passava, mas tal não aconteceu. Segui viagem.

Quando finalmente cheguei a Barceloneta, ia encharcada até aos ossos, quiçá até à alma. Um desconsolo. O chapéu de chuva ficou num caixote do lixo completamente esfrangalhado. Entrei no primeiro restaurante, porque o que queria era sair da chuva, enxugar-me e  aconchegar o estômago, por esta ordem. Escolhi paella e fui tratar de mim. 

Enquanto esperava, fui enxugar-me o melhor que me foi possível e comecei a sentir-me um pouco melhor. Chegou finalmente, a escaldar, com um aroma que adivinhava algo de bom. Comecei a comer e na verdade estava uma delícia. Foi a melhor paella que me lembro de ter comido. Seria porque, depois daquela odisseia estava num lugar confortável e abrigado, seria porque já tinha alguma fome ou porque na verdade estava particularmente bem feita? Talvez tudo junto. 

À medida que ia desaparecendo na frigideira, na proporção inversa eu ia ficando cada vez mais reconfortada e quente. Abençoada paella que me aqueceu e me fez renascer, não das cinzas, mas do desconforto de uma grande molha e do frio, num dia em que o mais sensato teria sido ficar no hotel. Pela janela do restaurante via que o tempo continuava sem o menor sinal de melhoria.

No regresso ao hotel enfrentei-o de táxi. 

Fiquem bem.

 

09
Nov18

Uma Julieta que espera pelo seu Romeu


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Ao longe parecia mesmo uma mulher sentada na varanda daquele lindo edifício. À medida que nos íamos aproximando verificámos que afinal se tratava de uma estátua. Muito bonito aquele conjunto, a estátua, a varanda e o edifício. Isto aconteceu na cidade velha de Dubrovnik. 

Fazia lembrar a varanda da Julieta em Verona, mas esta bem podia ser a varanda de uma Julieta de Dubrovnik, que espera pelo seu Romeu. 

Fiquem bem.

05
Nov18

O Mosaico de Juan Miró


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Milhares de pessoas passam diariamente nas Ramblas de Barcelona, e concretamente na Praça da Boqueria, antiga Pla de l'Ós, podem ver no chão, na parte central da avenida, um grande mosaico colorido, em forma de círculo irregular, constituído por pequenos mosaicos. É da autoria de Juan Miró, conhecido pintor catalão e foi inaugurado em Dezembro de 1976. O autor tinha oitenta e três anos quando fez esta obra.

Alguns poderão passar e provavelmente não darão conta, mas muitos passam, apreciam e fotografam a obra do artista, que está ali para simbolicamente dar as boas vindas aos visitantes que chegam às Ramblas, vindos do porto, portanto os que chegam por mar. Tem várias cores, branco, preto, amarelo, azul e vermelho. No aeroporto de Barcelona há um mural de Miró que se destina a dar as boas vindas aos que chegam à cidade de avião.

Durante o dia é quase impossível fotografar o Mosaico de Miró sem que tenha dezenas de pessoas a atravessá-lo ou paradas para o fotografar. Só mesmo um dia de muita chuva, para o deixar livre por uns breves segundos.  Aqui fica a foto.

Fiquem bem.

 

04
Nov18

Cidade de canais e bicicletas


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Amesterdão é uma cidade única, não só pelos canais, mas também pelas centenas de pontes que os atravessam e pelos edifícios característicos. Muito estreitos e quase sempre em vários tons de castanho. O cimo dos prédios tem uma arquitectura muito peculiar, são recortados e com diferentes decorações, mas em quase todos podemos ver um gancho por onde passa a corda que serve para transportar para dentro das casas, através das janelas, os bens que não podem ser transportados pelas escadas, porque estas são demasiado estreitas e íngremes, outra das particularidades de lá. Em compensação as janelas são relativamente amplas para deixar entrar a luz do sol, que não se costuma mostrar muito por aqueles sítios.

É também uma cidade com muitos parques e bem cuidados jardins, onde durante a Primavera as túlipas reinam, ou não fosse a flor da Holanda. Cidade, das casas-barco nos canais, e sobretudo cidade das bicicletas, que existem aos milhares, por ser o meio de transporte por excelência. Cidade de muitos cafés e esplanadas, que se enchem sempre que o sol dá um ar da sua graça, cidade de museus, cidade de contrastes pela diversidade de povos que ali vivem, cidade diferente, cidade especial e sempre linda em qualquer época do ano. Merece uma visita e um olhar atento. 

Fiquem bem.

 

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