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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo.

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23
Dez18

A todos um Bom Natal....


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O tempo livre nos últimos dias tem sido pouco, razão porque não tenho publicado, nem tenho visitado os blogs que sigo.

Quero desejar a todos os bloggers, mas em especial aos que me seguem e costumam deixar os seus comentários, os meus votos sinceros de um Natal Feliz. Que passem esta quadra junto dos seus, com saúde, harmonia e amor. 

A todos um Bom Natal.

Fiquem bem.

15
Dez18

Celebrações em família


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Todas as famílias têm os seus segredos. De entre eles estão os ligados à culinária, que vão sendo passados aos que cresceram habituados a saborear as delícias. Quantas vezes ouvimos falar em pratos principais ou doces, que ninguém fazia melhor que a avó ou a mãe. Acontece muito, sobretudo nas comidas do tempo de Natal.

É comum ouvir falar no sabor único do cabrito,  no recheio do perú, no caldo verde, no arroz-doce, no leite creme ou nas filhoses. Sabores que gravamos na nossa memória como únicos, tendo a ver sem dúvida, com a qualidade da confecção, mas também por estarem associados a momentos passados em família, que fazem parte das nossas melhores recordações.

Em muitos casos esses momentos, tal qual nos lembramos, já não podem ser integralmente repetidos, porque a vida não se compadece. Restam-nos as recordações e uma forma de homenagear quem falta à mesa, é falar neles, rir até do que diziam ou faziam nesses dias de convívio e esforçarmo-nos para que, as actuais celebrações em familia sejam o mais possível semelhantes às da nossa memória.

Fiquem bem.

 

12
Dez18

Fazer os fritos....


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Todos os anos quando começa o frio e o Natal está próximo, tenho vontade de comer os doces tradicionais da quadra. Não resisto a pedir para acompanhar o café, uma Fatia Dourada, uma Azevia ou um Sonho. Hoje lembrei-me de como me teria sabido bem ao lanche, uns Sonhos de Abóbora que a minha mãe fazia. Na minha região chamamos-lhes apenas, Sonhos ou Fritos.  

Era costume passar a noite da Consoada a ver a minha mãe fazer os Fritos. Começavam a ser feitos à noite e como demorava bastante até que ficassem prontos, havia trabalho pela noite fora. Depois dos ingredientes misturados, a massa era batida como se fosse pão, num alguidar de barro vidrado, o alguidar dos fritos, porque só era usado para esse fim. Quem batia a massa convinha que tivesse força de braços, para que esta ficasse muito leve.  A seguir cobria-se o alguidar com um pano branco e por cima abafava-se com um cobertor.

A massa ficava a levedar ao lado da chaminé, a zona mais quente da cozinha, porque as noite eram muito frias. Daquelas, que ao abrir a porta de manhã, víamos as plantas brancas de geada e a água do tanque à superfície, transformada em vidro. 

Passado algum tempo, que a mim me parecia sempre uma eternidade, a minha mãe começava então a fritar, os Fritos. Eu só entrava ao serviço, para os passar na mistura de açúcar e canela. Era então que dava largas à imaginação, encontrando-lhes semelhanças com pássaros, cães e patos. Semelhanças que a maioria das vezes ninguém via, mas via eu. 

Fiquem bem. 

 

04
Dez18

Diferentes Natais - Sinterklaas


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Nos Países Baixos existe uma antiga tradição, que nos dias de hoje está muito mediatizada, talvez até com algum exagero, devido ao impacto da televisão. As crianças há muitos anos que esperam na noite de 5 para 6 de Dezembro, não o Pai Natal, que é uma figura muito mais recente, importada da América, mas Sinterklaas (S. Nicolau), que lhes trará doces e presentes, caso se tenham portado bem. Não vive no Polo Norte, nem se desloca num carro puxado por renas. Tem uma outra história. 

O Sinterklaas vive em Espanha e vem todos os anos aos Países Baixos, passar o dia 6 de Dezembro, data do seu aniversário. Chega cedo, em meados de Novembro, num navio carregado de presentes. Hoje em dia fazem uma encenação do desembarque, com honras de notícia televisiva, para que as crianças saibam que Sinterklaas chegou. Este ano a data oficial foi a 17 de Novembro e como o local onde desembarca é diferente, este ano a cidade escolhida foi Zaandam. 

Depois da chegada oficial e até ao dia 5, em quase todas as terras do país são organizados desfiles, com Sinterklaas montado no seu lindo cavalo branco Amerigo, vestido como um bispo, com capa e mitra vermelhas e com a sua longa barba branca. Vem acompanhado pelos seus ajudantes, os Piets (Pedros). Este desfile pode ser mais ou menos grandioso, de acordo com o tamanho da cidade, mas é sempre uma festa para as crianças, com música, alegria, brincadeiras e a distribuição de pequenos doces típicos dessa época do ano. Na região flamenga da Bélgica, na cidade de Antuérpia, também se celebra a chegada do Sinterklaas. 

Actualmente, uns dias antes do desembarque oficial, começa a ser transmitido na televisão o Sinterklaas Journaal (Telejornal do Sinterklaas), um telejornal fictício, onde se relatam as aventuras de Sinterklaas e dos seus ajudantes, na viagem de Espanha até aos Países Baixos. São noticiados vários imprevistos, para que as crianças fiquem na dúvida se Sinterklaas irá chegar na data prevista e se vão receber os presentes. Este telejornal é tão famoso que os jardins de infância, ligam as televisões, para que as crianças não percam as novidades. 

Chegada a noite tão esperada, as crianças mais pequenas colocam um sapato ao lado da chaminé ou à porta. Os adultos trocam presentes e as crianças cantam canções a Sinterklaas até ouvirem bater à porta. Sinterklaas nessa noite vem deixar os presentes e os doces tradicionais, auxiliado pelos seus ajudantes. Os adultos vestem-se de Sinterklaas ou de Piets, para dar mais veracidade à celebração. 

Entre os doces tradicionais, não podem faltar as figuras de gengibre e letras de chocolate da inicial do nome de quem recebe. Não existe muito consumismo na aquisição de presentes, porque os holandeses têm a fama e o proveito, de ser um povo pouco dado a fazer despesas.

 

Fiquem bem.

 

02
Dez18

O Presépio de Alenquer


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Todos os anos, em Dezembro, e ontem mais uma vez foi cumprida a tradição, a encosta de Alenquer, ganhou novo colorido, com a iluminação do grande presépio. Desde 1968 que as figuras bíblicas da Virgem Maria, S. José, o Menino, os Anjos, os Reis Magos e também os pastores com as suas ovelhas, estão na colina que liga a parte baixa à parte alta desta vila.   

Hoje chamam a Alenquer, a Vila Presépio, ou o Presépio de Portugal, mas muito poucos saberão porque desde Dezembro de 1968 se começou a fazer este presépio de figuras monumentais, idealizadas pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida, de acordo com a figuração da pintura portuguesa dos séculos XVI e XVII.  

Depois das dramáticas cheias de Novembro de 1967 que assolaram uma parte do concelho, mas com especial violência na parte baixa da vila,  onde se perderam vidas, casas, bens, todo o comércio da vila, as pontes que atravessavam o rio ficaram destruídas ou muito danificadas e as três fábricas que existam na época, ficaram durante algum tempo impedidas de laborar. 
Foi uma tragédia de que ninguém tinha memória que tivesse havido igual. Tendo Alenquer vivido desde sempre outras cheias, nada era comparável à grande cheia de Novembro de 1967.
 
Foi necessário muito trabalho de limpeza e remoção de destroços, para que se pudesse dar inicio à reconstrução. Foram feitos vários melhoramentos, de entre eles, toda a rede de iluminação pública na zona atingida, foram colocados novos candeeiros e foi instalada iluminação no exterior do edifício da Câmara Municipal e nos monumentos da vila. Aos poucos, as casas foram sendo recuperadas, livrando-as da cor da lama, que lembravam insistentemente a tragédia. A vila de Alenquer ia voltando à vida e ficava mais bonita.
    
Foi nesta onda de melhoramentos e embelezamento, que o vereador municipal,  D. José de Siqueira, propõe em Assembleia que se fizesse um presépio monumental, que seria colocado na encosta, um ano após as inundações. Na Câmara todos concordaram com a ideia, que  teve desde logo o apoio da população.
 
É por isso que até hoje se continua a fazer e os alenquerenses já não imaginam a quadra natalícia, sem que na encosta que liga as duas partes da vila, esteja bem à vista de todos, o bonito Presépio de Alenquer.
 
Fiquem bem.

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