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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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07
Nov18

Frutos de Outono - Castanhas


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Castanhas.jpg

 (Foto retirada da Internet)

 

No Outono é tempo de apanhar as castanhas e quando chega o frio é costume surgirem os vendedores de castanhas assadas, que apregoam - Quem Quer Quentes e Boas. 

Nas regiões onde se cultiva o castanheiro, a castanha desde sempre fez parte da alimentação das populações mais pobres. Mas nos dias de hoje são consumidas por todo o país e não só assadas ou cozidas, passaram a ser utilizadas das mais diversas maneiras, quer em sopas, purés, como acompanhamento de carne e muito em especial em vários tipos de doçaria. 

No dia de S. Martinho, que se celebra a onze deste mês, segundo o provérbio popular, é o dia de ir à adega e provar o vinho. Comer castanhas faz parte desse ritual, por isso um pouco por todo o país, embora com algumas variações, de região para região, é tempo de fazer o Magusto. Trata-se de uma reunião de familiares e amigos, que se pode estender-se a grupos mais alargados, seja de vizinhos, dos habitantes de uma aldeia, de uma rua ou de um bairro. A finalidade é reunirem-se junto de uma fogueira, onde se assam castanhas se bebe vinho novo ou não, quase sempre água-pé e jeropiga.   

Fiquem bem.

24
Out18

Uma história de chá e laranjas


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O chá é originário da China e foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI. Sabemos que foi a Infanta de Portugal D. Catarina de Bragança, filha do rei D. João IV e de D. Luisa de Gusmão, que levou o hábito do chá das cinco, o "five o'clock tea" para a corte inglesa, porque casou com o rei Carlos II de Inglaterra. Bebia diariamente o chá, acompanhada pelas suas damas de companhia, que a tinham acompanhado desde Portugal. Vivia muito isolada porque nunca se sentiu aceite na corte, por não ter filhos e por ser católica. 

Mas D. Catarina deixou outro costume ainda seguido em terras de Sua Majestade, a compota de laranja, que os ingleses chamam erradamente “marmelade”. Em Portugal a marmelada não tem nada a ver com doce ou compota de laranja, pois é feita com marmelos, um fruto de Outono que por acaso já falei aqui num post anterior.

Diz-se que D. Catarina recebia com regularidade cestas de laranjas de Portugal, que lhe eram enviadas por sua mãe, mas algumas não chegavam nas melhores condições a Inglaterra. Ela que conservava o costume bem português de fazer doces e compotas, diz-se que fazia compota de laranjas amargas para as damas suas inimigas que viviam na corte, em especial as concubinas do rei, seu marido, e compota de laranjas doces para as suas damas de companhia e amigas.  Era uma pequena vingança.

Fiquem bem.

 

 

18
Out18

Frutos de Outono - Marmelos


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Fruto do Marmeleiro.jpg

 

O marmeleiro (Cydonia oblonga), sendo originário do centro e sudeste asiático, é muito cultivado em toda a região do Mediterrânio, especialmente na ilha de Creta. No nosso país cultiva-se um pouco por toda a parte, aparecendo também como árvore subespontânea em sebes e matas do Centro e Sul do Continente. 

Na Antiguidade representava fortuna, fertilidade, amor e era utilizado como planta medicinal. Na Grécia antiga os seus frutos, por terem um aroma muito especial, eram considerados boas ofertas para os deuses. 

Os marmelos têm baixo teor de calorias e são muito ricos em fibras, contendo várias substâncias importantes do ponto de vista nutricional, como taninos, pectinas, sais minerais, vitamina C e vitaminas do complexo B.

Foram efectuados vários estudos que revelaram que são uma óptima fonte de antioxidantes. As propriedades terapêuticas do marmelo podem ter um papel importante em doenças como a asma, as constipações e as bronquites. 

Por terem a polpa bastante rija e amarga, normalmente não são consumidos crús, mas ficam excelentes, cozidos ou assados e são muito utilizados em doçaria sob a forma de xarope, geleia, compota e marmelada. 

É no Outono que se costumam fazer os doces e compotas, que se podem conservar durante meses, ou não, depende do grau de gulodice de cada um.

Fiquem bem.

 

15
Out18

Frutos de Outono - Dióspiros


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Dióspiro.jpg

 

O diospireiro (Diospyros kaki), é uma espécie de origem subtropical proveniente da China e que foi levado para a Índia e Japão. Difundiu-se depois pelos cinco continentes, sendo hoje os principais produtores a China, Japão, Coreia, Brasil, Índia, Itália, França e Espanha. Em Portugal como zona de produção, destaca-se a região do Algarve, mas a maior parte dos dióspiros que consumimos são de árvores que se encontram dispersas pelo país. Sendo um fruto outonal, a sua produção pode ir até ao mês de Dezembro. 

O dióspiro tem polpa gelatinosa, composta por fibras solúveis que favorecem a regulação do funcionamento intestinal e das glicémias, promove a saciedade e diminui os níveis de colesterol total e de colesterol LDL, o chamado "mau colesterol". Tem 65 kcal por cada 100g sendo a sua composição constituída essencialmente por água, hidratos de carbono, vitaminas A e minerais. É ainda rico em taninos que lhe dão um elevado potencial como antioxidante e diversos estudos apontam que a sua presença contribui para a diminuição do risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de cancro. 

É agora o tempo para saborear este fruto. Delicie-se!

Fiquem bem.

 

09
Out18

Frutos de Outono - Romãs


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A romãzeira (Punica granatum)  é originária do mediterrâneo oriental e médio oriente, onde é consumida como alimento e utilizada também para fins medicinais. É uma fruta de Outono, mas no final da estação estão mais maduras, quando depois de abertas, nos mostram os seus brilhantes bagos vermelhos, que parecem pequenas pedras preciosas. Talvez por isso e por ter no exterior uma coroa real, é considerada uma fruta rainha. Ao contrário do que acontece na maior parte das frutas, neste caso, comemos as suas sementes. Abrir e retirar-lhe todos os grãos, demora algum tempo, mas vale a pena. 

Na Antiguidade era considerada símbolo do Amor, Fertilidade, Sorte e Fortuna.  Hoje sabemos que são antioxidantes, ricas em cálcio, fósforo, potássio e  Vitaminas A, B e C, e que têm uma acção anti-inflamatória e purificadora do sangue. São indicadas nas dietas de emagrecimento por terem poucas calorias devido ao baixo teor de hidratos de carbono e sacarose. 

As sementes ou grãos, podem ser consumidos ao natural, secos, em sumo, xarope, pasta ou concentrado. Os maiores países produtores são, a Espanha, a Turquia e a Tunísia, no entanto as romãs do Afeganistão têm fama de ser as melhores do mundo. 

Em Portugal não tínhamos o hábito de cultivar este fruto em quantidade para comercialização, mas já existem algumas explorações no Alentejo e Algarve, embora com produções insuficientes para o mercado interno. 

Ainda não é muito utilizada na nossa culinária, mas os belos grãos coloridos, tornam requintada a mais simples das saladas. Experimentem.

Fiquem bem.

 

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