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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo.

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12
Dez18

Fazer os fritos....


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Fritos de abóbora.jpg

 

Todos os anos quando começa o frio e o Natal está próximo, tenho vontade de comer os doces tradicionais da quadra. Não resisto a pedir para acompanhar o café, uma Fatia Dourada, uma Azevia ou um Sonho. Hoje lembrei-me de como me teria sabido bem ao lanche, uns Sonhos de Abóbora que a minha mãe fazia. Na minha região chamamos-lhes apenas, Sonhos ou Fritos.  

Era costume passar a noite da Consoada a ver a minha mãe fazer os Fritos. Começavam a ser feitos à noite e como demorava bastante até que ficassem prontos, havia trabalho pela noite fora. Depois dos ingredientes misturados, a massa era batida como se fosse pão, num alguidar de barro vidrado, o alguidar dos fritos, porque só era usado para esse fim. Quem batia a massa convinha que tivesse força de braços, para que esta ficasse muito leve.  A seguir cobria-se o alguidar com um pano branco e por cima abafava-se com um cobertor.

A massa ficava a levedar ao lado da chaminé, a zona mais quente da cozinha, porque as noite eram muito frias. Daquelas, que ao abrir a porta de manhã, víamos as plantas brancas de geada e a água do tanque à superfície, transformada em vidro. 

Passado algum tempo, que a mim me parecia sempre uma eternidade, a minha mãe começava então a fritar, os Fritos. Eu só entrava ao serviço, para os passar na mistura de açúcar e canela. Era então que dava largas à imaginação, encontrando-lhes semelhanças com pássaros, cães e patos. Semelhanças que a maioria das vezes ninguém via, mas via eu. 

Fiquem bem. 

 

30
Nov18

Pisar as poças de água


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criança_natureza_capa.jpg

 

Pisar de propósito as poças de água é coisa da miudagem. De todos, creio eu. Faz parte da sua condição de crianças. Se existir água no caminho, mesmo que possa ser evitada, por onde caminha a gente pequena? Vão directos à água, chapinhando bem no meio. 

No Inverno costumava usar galochas, porque os caminhos tinham água e lama, e de casa à escola distava uns bons três quilómetros. Era certo e sabido que atravessava todas as poças que me aparecessem à frente. 

A roupa que à saída de casa tinha um aspecto, quando voltava podia ter outro, por estar salpicada de castanho avermelhado. E lá tinha de ouvir o sermão da minha mãe. Ouvir não custava nada, pior seria se ela ao ver a roupa naquele estado, por instantes se esquecesse que também já tinha feito o mesmo.

Felizmente a minha mãe tinha uma excelente memória.

Fiquem bem. 

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