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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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11
Dez18

O Próximo Acto....


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As manifestações dos coletes amarelos em Paris, que entretanto já se estenderam a outras cidades francesas e europeias, preenchem os horários televisivos aos fins de semana, sobretudo ao sábado. Há quatro semanas que, sentados no sofá, assistimos em directo à guerrilha urbana nos Campos Elísios. 

Não quero aqui opinar se, quem se manifesta têm ou não razão, apenas faço a reflexão sobre a forma como alguns protestam. As manifestações são convocadas através das redes sociais e por enquanto, pelo menos aparentemente não se conhece os organizadores. Chamam-se Actos e já está convocada nova manifestação para o próximo sábado, será o Quinto Acto. Alguns manifestantes mais radicais, a maioria vive nos subúrbios, saem de casa muito cedo, devidamente preparados, transportando nas mochilas não só algo para se alimentar e hidratar, mas também levando petardos e outros artefactos, máscaras de protecção facial e respiratórias, gorros e colírios ou soro fisiológico para minimizar os efeitos do gás lacrimogéneo. 

Chegados aos locais estipulados, partem montras, incendeiam carros, fazem fogueiras com caixotes do lixo e outras peças de mobiliário urbano, arrancam pedras do chão para partir montras e atirar aos polícias e em troca são atingidos por canhões de água, gás lacrimogénio, balas de borracha e bastonadas. No último Acto, o Quarto, já se viram blindados nas ruas. Nesta espécie de jogo de gato e rato, muitos vão parar ao hospital ou à prisão.

Os comerciantes também se preparam, não arriscando abrir ao sábado e protegendo as montras com tapumes. Os responsáveis pelos edifícios públicos e privados vedam como podem o seu acesso. Os museus não abrem portas. No sábado à noite, contabilizam-se o número de feridos graves, feridos ligeiros, de manifestantes identificados e detidos. Aos domingos de manhã começa a limpeza dos vestígios dos confrontos e tudo fica em banho-maria, numa paz podre, até ao sábado seguinte. Até ao Próximo Acto. 

É no mínimo assustador esta forma de manifestar a indignação e o descontentamento. Oxalá não exista mais contágios e que esta metodologia de guerrilha urbana reivindicativa, não atravesse os Pirinéus. 

 

Fiquem bem. 

 

10
Dez18

Existem relógios de ponto...


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Acho lamentável e muito pouco abonatório para a Assembleia da República e sobretudo para a nossa Democracia, o que tem vindo a lume sobre as falsas presenças dos deputados, primeiro, e ultimamente sobre a forma como são aprovadas as leis do país.  

Não se esperaria este comportamento, mas na verdade os deputados representam o povo que somos e este tipo de habilidades, são uma característica muito nossa. 

E se para acabar com estas práticas, fossem instalados relógios de ponto, com reconhecimento facial e digital? Os deputados, registavam diariamente a sua hora de entrada, a saída para o período de almoço, o reinício após o almoço e a saída ao final do dia. Como numa empresa, sim, porque não? 

Facilmente se resolvia a questão das presenças, sabia-se quem esteve e quem faltou, mais, ficava-se a saber quantos dias ou apenas quantas horas esteve presente cada deputado. Alguns deixavam de ser omnipresentes. 

Quanto à contagem de votos na aprovação das leis, não me parece complicado que, antes do início da cada votação, que é feita através de computadores individuais, se proceda previamente a uma contagem manual para apurar o número de deputados que estão de facto presentes no momento que vão votar.

Se a matemática não falhar no final de cada votação, o total de votos registados pelo sistema informático, (votos a favor, contra e as abstenções), têm de ser igual ao número total apurado antes do início da votação.

Devem ser urgentemente resolvidos estes problemas, os portugueses têm de ter a certeza que os deputados recebem pela sua presença efectiva na Assembleia e também quando vão em deslocações em sua representação, bem como devemos ficar com a certeza absoluta, que no momento da aprovação das leis, por cada deputado, apenas entra um e só um voto. Será muito difícil?

 

Fiquem bem. 

 

09
Dez18

Bohemian Rhapsody


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Bohemian Rhapsody um filme que é uma grande homenagem à vida de Freddie Mercury, aos Queen e à sua música intemporal. No desenrolar do filme, assistimos ao início da banda, depois ao começo do êxito, as digressões e o estrondoso sucesso em todo o mundo, através de canções que ainda hoje são autênticos ícones. Um filme que os admiradores dos Queen certamente não vão querer perder. Gostei especialmente da parte final, quando Freddie Mercury se volta a juntar aos Queen, para actuarem no Live Aid, um concerto de rock, organizado por Bob Geldof em 13 de Julho de 1985 no Estádio de Wembley em Londres, que se destinava a ajudar as vítimas da fome na Etiópia. Freddie Mercury, que na altura já estava gravemente doente, faz a que foi considerada a sua melhor actuação de sempre, foi genial, fazendo parte da história do rock. Um filme que considero a não perder, são 134 minutos de verdadeiro entretenimento. 

O que não gostei. Não gostei da caracterização do actor que representa Freddie Mercury. Nota-se demais que lhe colocaram na boca uma prótese, supostamente para que ficasse com os dentes parecidos com os do cantor, mas foi muito mal conseguido, nem ficaram parecidos e nota-se que tem dificuldade em articular as palavras. 

Fiquem bem.

 

16
Nov18

O Porto e o Douro


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Há alguns anos conhecia muito mal a cidade do Porto e não conhecia de todo a região do Douro. Tinha estado na Invicta em miúda, mas apenas me lembrava da Torre dos Clérigos e da Ponte de D. Luis. Depois em adulta, fui umas vezes ao Minho e à Galiza, mas depois de atravessada a ponte sobre o Rio Douro, seguíamos o nosso destino. 

Já conhecia grande parte do país, não fazia sentido conhecer tão mal a sua segunda cidade, eu, que acho que antes de ir para fora, devemos conhecer pelo menos, o que de melhor temos por cá.

Numas férias, decidi ir passar uns dias no Porto. E porque gostei voltei, isto antes da cidade estar na moda e a abarrotar de turistas. Hoje posso dizer que conheço razoavelmente e  gosto, gosto muito. Acho que visitei tudo o que a cidade tem para oferecer e é muito. Um dos meus locais favoritos é sem dúvida a Ribeira.

Depois, decidi-me a conhecer a região onde se cultiva em socalcos as vinhas que dão origem ao famoso vinho do Porto.  Fiz a viagem de comboio desde a estação de S. Bento até à Régua, depois desci o rio de barco até Gaia. Numa outra altura fiz o passeio de barco desde a Régua até ao Pinhão, com uma visita a uma quinta, com direito a conhecer as adegas e a uma prova de vinho. Estive também um fim de semana prolongado em Baião e Peso da Régua. Aconselho uma visita ao Porto e em especial à região do Douro e deixe-se deslumbrar com as paisagens.  Estou com saudades de voltar.   

Fiquem bem.

 

15
Nov18

Miúdos que não querem comer


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Se o meu filho mais velho foi um caso sério para dormir, já aqui contei, o mais novo foi pior, porque não queria comer. Até aos dois meses bebeu sempre as quantidades de leite recomendadas e aumentava bem, mas a partir daí começou a recusar até chegar a estar dezasseis horas sem comer. Um desespero. Fez vários exames para despistar alguma doença, mas felizmente não acusaram nada e com o tempo chegou-se à conclusão que ele pertencia à classe das crianças difíceis para comer, as tais que sempre existiram e que têm de calhar a alguém. Experimentou vários leites e teve de começar com a papa mais cedo, mas comia algumas colheres e o resto ficava no prato. A médica introduziu o leite de vaca para experimentar e aconteceu uma espécie de milagre, o miúdo começou a beber o leite. Afinal a minha querida criaturinha não gostava dos leites de bebés. As coisas melhoraram. Passou a beber o leite todo e gostava, quanto à comida bastavam-lhe umas três ou quatro colheres. Em termos de peso aumentava pouco, mas crescia. Ficou um palito.

Antes de começar a dar-lhe as refeições, já eu estava ansiosa, a médica dizia que isso não era bom, nem para mim nem para ele, mas não conseguia evitar. À medida que crescia e ia tendo mais entendimento, valiam-me as histórias, comia quando estava distraído, se dava por isso, acabou-se. Perante a minha insistência e quando já falava, chegou a dizer a chorar "mãe, não gosto de comer".  Foi assim até aos seis anos, mas a partir dessa idade foi mudando, aos poucos começou a comer sem haver tanto drama à hora das refeições, e nunca mais o ouvi dizer que não gostava de comer. Muito pelo contrário, hoje é o que se pode chamar um bom garfo. Às vezes quando o vejo comer com tanto prazer, lembro-me do que ele e eu sofremos por causa da comida. 

Se conto esta experiência é porque aprendi que a nossa ansiedade transmite-se aos nossos filhos. Devemos ouvir quem nos diz que abrandemos, que não vivamos numa constante preocupação. É melhor encarar e pensar que se passou o dia só a leite, amanhã talvez consiga dar-lhe a sopa e alguma fruta esmagada. São crianças que não comem a dose de comida dita "normal" para a idade, nem se encaixam nos horários estabelecidos. Sem nunca desistir, devemos tentar relaxar e pensar que um dia as coisas vão certamente melhorar, tal como me diziam, um dia vão acabar por comer normalmente, às vezes demora é verdade e custa bastante, claro que sim, mas o stress, a ansiedade, às vezes o desespero e as lágrimas da nossa parte, nestes casos não ajudam mesmo nada. 

Fiquem bem.

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