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Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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Aqui falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

Ziguezagues

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No nosso caminho, em algumas situações nem sempre é melhor táctica seguir a direito contra tudo e contra todos, para fazer valer uma ideia ou um objectivo que se ambicione alcançar. Não ouvir ninguém e seguir em frente, quando tudo recomenda que não é por aí, pode ser um sinal de forte personalidade, mas nem sempre dá os melhores resultados. Se não queremos ouvir os outros, ao menos que se escute o que o nosso bom senso nos diz, que nos grita por vezes, tal a evidência. E teimosamente fazemos ouvidos moucos. 

Parar para pensar e se for caso disso fazer um desvio no percurso, não significa desistência nem fraqueza, pode ser antes uma outra forma para atingir o que se pretende.

Seguir obstinadamente sem admitir alterações, nem sempre dá os melhores resultados. Fazer uns ziguezagues pode ser muito melhor estratégia.

Fiquem bem.

Mary S.

 

Nunca, é muito tempo

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"Se eu não morresse, nunca! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas! - Cesário Verde "

 

Li este verso pela primeira vez quando estudei Cesário Verde. O poeta interroga-se sobre a sua finitude e a busca pela perfeição das coisas. Morreu, como inevitavelmente acontece aos seres vivos, mas cedo demais, tinha trinta e um anos. Deixou-nos os seus poemas. Este verso mais tarde acompanhou-me durante um certo período da minha vida, porque está na parede do corredor da estação de metro da Cidade Universitária. Passei por ele diariamente durante cinco anos.  Às vezes pensava no tema. E hoje também. 

Se eu não morresse, nunca!  Nunca, é muito tempo. Mais uns bons anos mais do que a actual esperança média de vida, era capaz de ser interessante, desde que mantivesse intactas a capacidade física e intelectual.

Dizem que quanto mais se vive mais se aprende. Aprendemos com os nossos erros, com o passar dos anos chega também mais tolerância, aprendemos a reconhecer os nossos defeitos e as virtudes dos outros. Não atingimos a perfeição, longe disso, mas vamos apurando. A experiência de viver traz-nos sabedoria. Pena é que depois de ficarmos mais sábios, vamos ter obrigatoriamente de viajar.

Fiquem bem.

Mary S.

Café com leite e torradas

 

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Pelas estradas da Internet encontram-se muitos blogues em que a maior parte dos posts são sobre comida, divulgando quase diariamente o tipo de alimentação que os autores fazem nas suas casas e também o que comem fora. Nestas incursões tenho constactado por exemplo, que os pequenos almoços são quase almoços, indo ao enconto do aconselhado pelos nutricionistas da moda, alguns com lugar cativo nas televisões, autores de livros para regimes de emagrecimento ou para alterar hábitos alimentares. O que mais se vê, são flocos, farelos e granolas, bebidas parecidas com leite, sementes disto e daquilo, frutos vermelhos e roxos, bagas, frutos secos, batidos a lembrar um esparregado líquido. Panquecas também se usam muito, sobretudo quando feitas com farinha de aveia e sementes de chia, muito em voga também. É vê-las empilhadas em torre, prontas a degustar.  

Há sempre muita variedade, sem esquecer os sumos e as flores, que ficam muito bem nas fotos, contrastando a diversidade de cores, com a louça geralmente branca, como se fosse uma regra nas elaboradas mesas de pequeno almoço que nos são mostradas. Nesta vida feita de correrias, é bom saber que há pessoas que de manhã têm disponibilidade para preparar refeições assim e ainda ter paciência para criar ambientes tão elaborados e fotogénicos. 

Não tenho visto por esses caminhos internéticos, ninguém a mostrar café com leite e torradas, parece que já não se usa. E não fica bonito. No que diz respeito a comidas e bebidas, não há duvida que também se verificam tendências, mas sendo esse o meu pequeno almoço, de segunda a sexta, quase sempre tomado à pressa, sinto a obrigação moral de o homenagear aqui. 

Reconheço que é uma refeição muito simples e sem quaisquer pretensões. Não tem impacto visual, não fica particularmente bem nas fotos, mas para mim desde que tenha leite, que o café seja forte, acabado de fazer e o pão estaladiço, sabe-me pela vida.  

Fiquem bem.

Mary S.

 

(foto da Net)

Um lugar ao Sol

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Foi uma manhã de Domingo diferente. Depois de um excelente pequeno almoço em família, foi bom passear neste jardim e conhecer o lindo edifício de que faz parte. Aproveitei a beleza do sítio para fazer algumas fotos. Depois vi este banco e sentei-me apenas para apanhar Sol.  Estava doce a manhã. 

Momentos que são como um bálsamo que nos fazem esquecer as situações menos boas que a vida sempre trás. Nada como viver plenamente cada minuto, cada segundo do que ela nos oferece de melhor. Mesmo que sejam coisas aparentemente simples. 

Todos temos direito ao nosso lugar ao Sol. Nesse Domingo foi o que fiz. Literalmente.

 

Fiquem bem.

Mary S.