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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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15
Nov18

Miúdos que não querem comer


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Se o meu filho mais velho foi um caso sério para dormir, já aqui contei, o mais novo foi pior, porque não queria comer. Até aos dois meses bebeu sempre as quantidades de leite recomendadas e aumentava bem, mas a partir daí começou a recusar até chegar a estar dezasseis horas sem comer. Um desespero. Fez vários exames para despistar alguma doença, mas felizmente não acusaram nada e com o tempo chegou-se à conclusão que ele pertencia à classe das crianças difíceis para comer, as tais que sempre existiram e que têm de calhar a alguém. Experimentou vários leites e teve de começar com a papa mais cedo, mas comia algumas colheres e o resto ficava no prato. A médica introduziu o leite de vaca para experimentar e aconteceu uma espécie de milagre, o miúdo começou a beber o leite. Afinal a minha querida criaturinha não gostava dos leites de bebés. As coisas melhoraram. Passou a beber o leite todo e gostava, quanto à comida bastavam-lhe umas três ou quatro colheres. Em termos de peso aumentava pouco, mas crescia. Ficou um palito.

Antes de começar a dar-lhe as refeições, já eu estava ansiosa, a médica dizia que isso não era bom, nem para mim nem para ele, mas não conseguia evitar. À medida que crescia e ia tendo mais entendimento, valiam-me as histórias, comia quando estava distraído, se dava por isso, acabou-se. Perante a minha insistência e quando já falava, chegou a dizer a chorar "mãe, não gosto de comer".  Foi assim até aos seis anos, mas a partir dessa idade foi mudando, aos poucos começou a comer sem haver tanto drama à hora das refeições, e nunca mais o ouvi dizer que não gostava de comer. Muito pelo contrário, hoje é o que se pode chamar um bom garfo. Às vezes quando o vejo comer com tanto prazer, lembro-me do que ele e eu sofremos por causa da comida. 

Se conto esta experiência é porque aprendi que a nossa ansiedade transmite-se aos nossos filhos. Devemos ouvir quem nos diz que abrandemos, que não vivamos numa constante preocupação. É melhor encarar e pensar que se passou o dia só a leite, amanhã talvez consiga dar-lhe a sopa e alguma fruta esmagada. São crianças que não comem a dose de comida dita "normal" para a idade, nem se encaixam nos horários estabelecidos. Sem nunca desistir, devemos tentar relaxar e pensar que um dia as coisas vão certamente melhorar, tal como me diziam, um dia vão acabar por comer normalmente, às vezes demora é verdade e custa bastante, claro que sim, mas o stress, a ansiedade, às vezes o desespero e as lágrimas da nossa parte, nestes casos não ajudam mesmo nada. 

Fiquem bem.

14
Nov18

Energia e pensamentos positivos


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Quando se anda às voltas com uma preocupação que nos perturba, por vezes sentimo-nos desmoralizados, descrentes da nossa capacidade e incapazes de reagir, e o mais importante, incapazes de agir, de tomar as rédeas do problema. Geralmente nestas situações, quem está por perto no intuito de ajudar, costuma aconselhar:

-  Tens de ter energia e pensamentos positivos.

Esses pressupostos podem contribuir para encarar de frente o que nos aflige, mas ainda ninguém disse onde se arranjam, não podemos ir ao supermercado comprar energia positiva, como quem compra um pacote de leite, nem trazer um saco de pensamentos positivos, como se fossem batatas. Nas farmácias, onde habitualmente há de tudo, também não têm.

Parece que só nos resta, sermos nós, os principais interessados em dar a volta ao assunto, que temos de resolver ou pelo menos tentar resolver o que nos preocupa, que temos de sair daquele estado de espírito derrotista e arranjar rapidamente os tais elementos que nos podem ajudar - Energia e pensamentos positivos. 

Cada um terá a sua forma. No meu caso ajuda-me sair de casa e procurar distrair-me, falar com pessoas, tentar rir, porque rir é terapêutico. Ir para perto do mar, pode ter quase o efeito de um remédio. Gosto de me sentar a observá-lo, de aspirar o cheiro a maresia e de ver a força das ondas. Toda aquela energia faz-me bem, faz-me sentir revigorada e com mais ânimo. 

Se o estado de espírito melhora, é possível que a energia positiva se instale e por acréscimo apareçam também os ditos pensamentos positivos. O problema que existia está lá, mas conseguimos pensá-lo numa perspectiva mais racional e ponderada. Conseguir avaliar um assunto, atribuindo-lhe a importância que na verdade tem, na sua justa medida, é meio caminho para o enfrentar e quem sabe até, resolver. 

Fiquem bem.

10
Nov18

Pode-se pintar as unhas no Parlamento


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Já muito se falou sobre o facto de uma deputada ter sido fotografada a pintar as unhas durante uma sessão parlamentar. Julguei que fosse uma brincadeira de mau gosto ou uma notícia falsa, mas ao que parece foi verdade, porque não foi desmentido. Não esperava ver uma coisa destas naquele local e muito menos que a protagonista fosse quem foi. Se há coisas que nos deixam de olhos arregalados, esta foi uma delas. 

Entretanto alguém já foi consultar os regulamentos e o acto de pintar as unhas na Assembleia não viola as regras, porque não está referido. Mas era preciso? Agora vão ter que pôr na lei muito explicadinho e em bom português, que durante as sessões não se pode pintar as unhas, já agora sugiro que acrescentem, fazer pedicure, maquilhagem, descalçar os sapatos, dizer palavrões, fazer gestos obscenos, andar à pancada, levar marmita e comer nas bancadas, etc. Escrevam o que se lembrarem que não se deva fazer, tendo em conta a dignidade do local. Tudo preto no branco. 

Fiquem bem. 

 

10
Nov18

Ficar em Casa


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 (Foto da fotógrafa holandesa Felicity Berkleef)

 

As previsões apontam para dias bastante chuvosos, por isso certamente vamos ter um fim de semana mais caseiro.

É bom disfrutar da nossa casa e estar mais tempo com a família. É tempo de acender a lareira, tempo de bebidas quentes, tempo de ficar no sofá embrulhados nas mantas, tempo para ver o filme que há tempo queremos ver, tempo de pôr as leituras em dia, e porque não tempo para assar umas  castanhas e fazer uma castanhada em casa. Estamos no tempo delas e o dia de S. Martinho é amanhã.

Nesta vida demasiado agitada, todos precisamos de momentos mais calmos e de alguma introspecção. É bom parar e vivê-los plenamente. Bom fim de semana. Aproveitem para descansar.

Fiquem bem.

 

09
Nov18

Fugir com o rabo à seringa


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Isto do Presidente do PSD em Helsínquia, responder em alemão a uma pergunta que lhe foi feita em português, por um jornalista português, no mínimo pode dizer-se que foi a forma que encontrou para não opinar sobre uma questão que o incomoda. Em bom português, que é a minha língua, direi que fugiu com o rabo (para não dizer outra coisa) à seringa. Também se pode dizer que o senhor aproveitou para mostrar os seus conhecimentos de alemão, aprendidos no Colégio Alemão do Porto, coisa que mais ou menos já todos por cá sabíamos.

Mais a sério digo que, o político em causa revelou um total desrespeito por quem estava a fazer o seu trabalho e pelos portugueses em geral quando ficaram a saber do lamentável episódio. 

Dou uma sugestão ao político, que um dia destes, mas não demore muito, diga abertamente o que pensa sobre o assunto das presenças fantasma de um certo Deputado no Parlamento Português, tudo bem explicado e claro na língua de Camões.

Fiquem bem.

09
Nov18

Uma Julieta que espera pelo seu Romeu


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Ao longe parecia mesmo uma mulher sentada na varanda daquele lindo edifício. À medida que nos íamos aproximando verificámos que afinal se tratava de uma estátua. Muito bonito aquele conjunto, a estátua, a varanda e o edifício. Isto aconteceu na cidade velha de Dubrovnik. 

Fazia lembrar a varanda da Julieta em Verona, mas esta bem podia ser a varanda de uma Julieta de Dubrovnik, que espera pelo seu Romeu. 

Fiquem bem.

08
Nov18

Miúdos que dão más noites


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Miúdos que dão más noites ou que são difíceis para comer, sempre houve e haverá e têm de calhar a alguém, disse-me um dia uma médica pediatra. 

O meu primeiro filho, desde que nasceu sempre foi um caso sério para dormir. Os meses foram passando, nasceram-lhe os dentes, começou a sentar-se, a gatinhar, a andar, a falar, mas quanto a ir para a cama e dormir e com isso deixar dormir quem tinha de se levantar para ir trabalhar, está quieto.

Deixei de ter ilusões, não havia dúvida, tinha-me calhado um dos tais na rifa.  

Para se habituar a dormir sozinho foi um sarilho, na nossa cama dormia como um anjo, na cama dele parecia que lhe picavam espinhos. Não dormia uma noite sem acordar quatro ou cinco vezes, depois aí pelos quatro anos uma noite boa, acordava umas duas vezes, aos cinco anos começou a intercalar noites em que acordava, outras não, até que gradualmente o meu lindo diabinho passou a dormir a noite toda sem chamar. Haja Deus! 

Finalmente podíamos dormir em paz. Podíamos, mas o ser humano não funciona como se tivesse um interruptor, que se pode ligar e desligar. De facto, eu já podia dormir a noite toda, mas não conseguia, aliás, nunca mais fui a pessoa que era antes de ser mãe, que me deitava, dormia como uma pedra e só acordava quando o despertador tocava. 

Noutro post falarei do filho mais novo, que também pertenceu ao grupo dos meninos difíceis, neste caso porque não gostava de comer, disse-me um dia, quando me viu desesperada e já sabia falar. E termino como comecei, com a frase da médica. 

Miúdos que dão más noites ou que são difíceis para comer, sempre houve e haverá e têm de calhar a alguém.

Fiquem bem.

 

03
Nov18

Estar como o tempo ou talvez não....


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Quando nos sentimos com a moral em baixo e isso coincide com um dia escuro, triste e cinzento, costumamos dizer que estamos como o tempo. De facto, o tempo pode interferir com o nosso estado de espírito. Mas nem sempre será assim. Pode estar um dia com todos os condimentos para nos mandar para o fundo e nós sentimo-nos no melhor dos mundos, tal como pode estar um tempo maravilhoso e estarmos com uma dose de neura muito bem servida.  

Desejo um fim de semana feliz para todos, mesmo que o tempo não queira colaborar. 

Fiquem bem. 

 

02
Nov18

O Carnaval dos que odeiam o Carnaval


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Já lá vai o Halloween, o Dia das Bruxas, uma celebração que acaba por ter semelhanças com o nosso Carnaval, que se usa nos Estados Unidos e que há uns anos atravessou o oceano, instalou-se, e aos poucos foi ganhando seguidores por cá.

Hoje em dia, decoram-se as casas, as mesas, compram-se as indispensáveis abóboras, mais as máscaras para as crianças e para os adultos, enviam-se cartões, fazem-se festas, confeccionam-se comidas de acordo com o tema, há até quem vá jantar fora um belo menú assombrado. O preço que alguns custam, dá mesmo para assombrar de verdade. 

Mascarados de bruxas, vampiros, mortos-vivos, fantasmas, monstros e afins, divertem-se à brava, no entanto, pelo que me é dado observar, este tipo de foliões geralmente odeia de morte o Carnaval de cá.  

Vá-se lá entender os meandros da mente humana. Eu nem tento, só constacto.

Fiquem bem.

 

30
Out18

Sempre existiram alienados


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O Outono finalmente parece ter chegado. É um facto que se esqueceu do seu tempo. Em Outubro, o meu mês, já costumava estar instalado e com todo o seu esplendor. Não aconteceu este ano, as árvores ainda não estão totalmente vestidas com as cores do Outono, uma das razões porque gosto desta estação do ano. Estão ainda numa mistura de folhas verdes e folhas amarelecidas. Estranho.

O tempo está a mudar e muito rapidamente, dizem os cientistas. Eles dizem e na verdade todos estamos já a sentir os efeitos e as transformações que as alterações climáticas terão para a continuidade da existência de vida no nosso planeta.

Há no entanto quem negue esta realidade, mas o que se pode fazer? Sempre existiram alienados.

Fiquem bem.

 

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