Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partilhar, partilhando...

Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo.

Partilhar, partilhando...

Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo.

05
Out19

É próprio da Vida


Partilhar, partilhando..

A existência do comum dos mortais é feita de coisas boas, menos boas e outras, demasiadas por vezes, que são verdadeiramente más. A Vida no entanto, lá vai seguindo o seu curso, feito deste misto de alegrias e tristezas, de gostos e desgostos.  Como se costuma dizer.

É próprio da vida.

Devemos aproveitar todos os momentos e agradecer a uma entidade qualquer em que se acredite, uns poderá ser ao seu Deus, outros talvez à Mãe-Natureza, o facto de estarmos vivos e com saúde e ter os que amamos junto de nós. Se nos deixarem e nem sempre deixam, porque não são dadas condições,  o percurso da nossa Vida, se colocado no prato da balança, este deveria pender naturalmente para o lado positivo. Problemas e preocupações temos sempre, mas devemos ter força para reagir e enfrentar as adversidades. Não sabemos a coragem e resiliência que temos. Só quando somos postos à prova. Por isso muitas vezes, tantas vezes felizmente, ao longo da nossa Vida, saímos vencedores. Outras vezes perdemos, quando somos confrontados com situações que são demais para a nossa condição humana. 

É próprio da Vida. 

 

15
Dez18

Celebrações em família


Partilhar, partilhando..

Decoração 2.jpg

 

Todas as famílias têm os seus segredos. De entre eles estão os ligados à culinária, que vão sendo passados aos que cresceram habituados a saborear as delícias. Quantas vezes ouvimos falar em pratos principais ou doces, que ninguém fazia melhor que a avó ou a mãe. Acontece muito, sobretudo nas comidas do tempo de Natal.

É comum ouvir falar no sabor único do cabrito,  no recheio do perú, no caldo verde, no arroz-doce, no leite creme ou nas filhoses. Sabores que gravamos na nossa memória como únicos, tendo a ver sem dúvida, com a qualidade da confecção, mas também por estarem associados a momentos passados em família, que fazem parte das nossas melhores recordações.

Em muitos casos esses momentos, tal qual nos lembramos, já não podem ser integralmente repetidos, porque a vida não se compadece. Restam-nos as recordações e uma forma de homenagear quem falta à mesa, é falar neles, rir até do que diziam ou faziam nesses dias de convívio e esforçarmo-nos para que, as actuais celebrações em familia sejam o mais possível semelhantes às da nossa memória.

Fiquem bem.

 

12
Dez18

Fazer os fritos....


Partilhar, partilhando..

Fritos de abóbora.jpg

 

Todos os anos quando começa o frio e o Natal está próximo, tenho vontade de comer os doces tradicionais da quadra. Não resisto a pedir para acompanhar o café, uma Fatia Dourada, uma Azevia ou um Sonho. Hoje lembrei-me de como me teria sabido bem ao lanche, uns Sonhos de Abóbora que a minha mãe fazia. Na minha região chamamos-lhes apenas, Sonhos ou Fritos.  

Era costume passar a noite da Consoada a ver a minha mãe fazer os Fritos. Começavam a ser feitos à noite e como demorava bastante até que ficassem prontos, havia trabalho pela noite fora. Depois dos ingredientes misturados, a massa era batida como se fosse pão, num alguidar de barro vidrado, o alguidar dos fritos, porque só era usado para esse fim. Quem batia a massa convinha que tivesse força de braços, para que esta ficasse muito leve.  A seguir cobria-se o alguidar com um pano branco e por cima abafava-se com um cobertor.

A massa ficava a levedar ao lado da chaminé, a zona mais quente da cozinha, porque as noite eram muito frias. Daquelas, que ao abrir a porta de manhã, víamos as plantas brancas de geada e a água do tanque à superfície, transformada em vidro. 

Passado algum tempo, que a mim me parecia sempre uma eternidade, a minha mãe começava então a fritar, os Fritos. Eu só entrava ao serviço, para os passar na mistura de açúcar e canela. Era então que dava largas à imaginação, encontrando-lhes semelhanças com pássaros, cães e patos. Semelhanças que a maioria das vezes ninguém via, mas via eu. 

Fiquem bem. 

 

11
Dez18

O Próximo Acto....


Partilhar, partilhando..

blindados.jpg

 

As manifestações dos coletes amarelos em Paris, que entretanto já se estenderam a outras cidades francesas e europeias, preenchem os horários televisivos aos fins de semana, sobretudo ao sábado. Há quatro semanas que, sentados no sofá, assistimos em directo à guerrilha urbana nos Campos Elísios. 

Não quero aqui opinar se, quem se manifesta têm ou não razão, apenas faço a reflexão sobre a forma como alguns protestam. As manifestações são convocadas através das redes sociais e por enquanto, pelo menos aparentemente não se conhece os organizadores. Chamam-se Actos e já está convocada nova manifestação para o próximo sábado, será o Quinto Acto. Alguns manifestantes mais radicais, a maioria vive nos subúrbios, saem de casa muito cedo, devidamente preparados, transportando nas mochilas não só algo para se alimentar e hidratar, mas também levando petardos e outros artefactos, máscaras de protecção facial e respiratórias, gorros e colírios ou soro fisiológico para minimizar os efeitos do gás lacrimogéneo. 

Chegados aos locais estipulados, partem montras, incendeiam carros, fazem fogueiras com caixotes do lixo e outras peças de mobiliário urbano, arrancam pedras do chão para partir montras e atirar aos polícias e em troca são atingidos por canhões de água, gás lacrimogénio, balas de borracha e bastonadas. No último Acto, o Quarto, já se viram blindados nas ruas. Nesta espécie de jogo de gato e rato, muitos vão parar ao hospital ou à prisão.

Os comerciantes também se preparam, não arriscando abrir ao sábado e protegendo as montras com tapumes. Os responsáveis pelos edifícios públicos e privados vedam como podem o seu acesso. Os museus não abrem portas. No sábado à noite, contabilizam-se o número de feridos graves, feridos ligeiros, de manifestantes identificados e detidos. Aos domingos de manhã começa a limpeza dos vestígios dos confrontos e tudo fica em banho-maria, numa paz podre, até ao sábado seguinte. Até ao Próximo Acto. 

É no mínimo assustador esta forma de manifestar a indignação e o descontentamento. Oxalá não exista mais contágios e que esta metodologia de guerrilha urbana reivindicativa, não atravesse os Pirinéus. 

 

Fiquem bem. 

 

10
Dez18

Existem relógios de ponto...


Partilhar, partilhando..

 

AF00030_2009.jpg

 

Acho lamentável e muito pouco abonatório para a Assembleia da República e sobretudo para a nossa Democracia, o que tem vindo a lume sobre as falsas presenças dos deputados, primeiro, e ultimamente sobre a forma como são aprovadas as leis do país.  

Não se esperaria este comportamento, mas na verdade os deputados representam o povo que somos e este tipo de habilidades, são uma característica muito nossa. 

E se para acabar com estas práticas, fossem instalados relógios de ponto, com reconhecimento facial e digital? Os deputados, registavam diariamente a sua hora de entrada, a saída para o período de almoço, o reinício após o almoço e a saída ao final do dia. Como numa empresa, sim, porque não? 

Facilmente se resolvia a questão das presenças, sabia-se quem esteve e quem faltou, mais, ficava-se a saber quantos dias ou apenas quantas horas esteve presente cada deputado. Alguns deixavam de ser omnipresentes. 

Quanto à contagem de votos na aprovação das leis, não me parece complicado que, antes do início da cada votação, que é feita através de computadores individuais, se proceda previamente a uma contagem manual para apurar o número de deputados que estão de facto presentes no momento que vão votar.

Se a matemática não falhar no final de cada votação, o total de votos registados pelo sistema informático, (votos a favor, contra e as abstenções), têm de ser igual ao número total apurado antes do início da votação.

Devem ser urgentemente resolvidos estes problemas, os portugueses têm de ter a certeza que os deputados recebem pela sua presença efectiva na Assembleia e também quando vão em deslocações em sua representação, bem como devemos ficar com a certeza absoluta, que no momento da aprovação das leis, por cada deputado, apenas entra um e só um voto. Será muito difícil?

 

Fiquem bem. 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Calendário

Outubro 2019

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Blogs Portugal

Visitas de fora

Flag Counter