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Falo de coisas minhas e coisas que vou vendo ou vou sabendo. O que gosto e o que não gosto. Falo de tudo e de nada!

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19
Nov18

Outono nas Montanhas


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(Seia - Parque Natural da Serra da Estrela)

 

Nunca tinha visitado as terras mais altas do nosso país, no Outono. Já tinha ido algumas vezes na Primavera, também em Agosto e por isso sei bem o calor que lá faz, mas a maior parte das vezes tenho ido no rigor do Inverno, já passei alguns Natais e Passagens de Ano numa aldeia da Serra da Estrela. Mas o Outono naquelas paragens era para mim completamente desconhecido, mas deixou de ser este fim de semana.

Fomos de Lisboa para a Covilhã, passámos pela região da Cova da Beira que está linda, pintada de tons de amarelo, laranja e cobre, não tenho fotos porque não parámos. Depois fomos em direcção à Guarda e Trancoso. No dia seguinte estivemos em Seia e arredores. Ficam umas fotos que mostram o quanto as paisagens estão bonitas. Os castanheiros foi sem dúvida o que mais me surpreendeu, sempre os tinha visto com folhagem verde, vê-los de folhas cor de fogo e sem ouriços, porque já foi tempo da colheita, não os reconheci. Estão lindos, coloridos. Parecem uma pintura. 

Paisagens com cores de encher o olhar e que fazem feliz quem gosta desta época do ano. Valeu a pena subir à Beira Alta, para ver o Outono nas nossas montanhas.

Fiquem bem. 

16
Nov18

O Porto e o Douro


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Há alguns anos conhecia muito mal a cidade do Porto e não conhecia de todo a região do Douro. Tinha estado na Invicta em miúda, mas apenas me lembrava da Torre dos Clérigos e da Ponte de D. Luis. Depois em adulta, fui umas vezes ao Minho e à Galiza, mas depois de atravessada a ponte sobre o Rio Douro, seguíamos o nosso destino. 

Já conhecia grande parte do país, não fazia sentido conhecer tão mal a sua segunda cidade, eu, que acho que antes de ir para fora, devemos conhecer pelo menos, o que de melhor temos por cá.

Numas férias, decidi ir passar uns dias no Porto. E porque gostei voltei, isto antes da cidade estar na moda e a abarrotar de turistas. Hoje posso dizer que conheço razoavelmente e  gosto, gosto muito. Acho que visitei tudo o que a cidade tem para oferecer e é muito. Um dos meus locais favoritos é sem dúvida a Ribeira.

Depois, decidi-me a conhecer a região onde se cultiva em socalcos as vinhas que dão origem ao famoso vinho do Porto.  Fiz a viagem de comboio desde a estação de S. Bento até à Régua, depois desci o rio de barco até Gaia. Numa outra altura fiz o passeio de barco desde a Régua até ao Pinhão, com uma visita a uma quinta, com direito a conhecer as adegas e a uma prova de vinho. Estive também um fim de semana prolongado em Baião e Peso da Régua. Aconselho uma visita ao Porto e em especial à região do Douro e deixe-se deslumbrar com as paisagens.  Estou com saudades de voltar.   

Fiquem bem.

 

12
Nov18

As Crónicas do meu blog - A melhor paella


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O dia tinha amanhecido impróprio para fazer turismo. Céu bastante carregado, chuva e vento. Justamente no último dia na capital da Catalunha, que estava destinado a conhecer Barceloneta, zona de praia, conhecida também por ter muitos restaurantes, onde me tinham dito que se comia bem. O tempo iria melhorar, pensei, nos dias anteriores tinha estado um tempo de quase Verão. Arrisquei.

Vesti um casaco que supostamente era impermeável, calcei umas botas, peguei no chapéu de chuva e saí do hotel rumo ao destino planeado. Tinham-me recomendado um bom restaurante para almoçar, cujo nome estava anotado no mapa da cidade que levava comigo, mas a chuva que nunca parou, quase o desintegrou. Comecei a descer as Ramblas e entrei no Cafè de l'Òpera, bebi um café, comi uns churros e deixei-me ficar um tempo a ver se a chuva passava, mas tal não aconteceu. Segui viagem.

Quando finalmente cheguei a Barceloneta, ia encharcada até aos ossos, quiçá até à alma. Um desconsolo. O chapéu de chuva ficou num caixote do lixo completamente esfrangalhado. Entrei no primeiro restaurante, porque o que queria era sair da chuva, enxugar-me e  aconchegar o estômago, por esta ordem. Escolhi paella e fui tratar de mim. 

Enquanto esperava, fui enxugar-me o melhor que me foi possível e comecei a sentir-me um pouco melhor. Chegou finalmente, a escaldar, com um aroma que adivinhava algo de bom. Comecei a comer e na verdade estava uma delícia. Foi a melhor paella que me lembro de ter comido. Seria porque, depois daquela odisseia estava num lugar confortável e abrigado, seria porque já tinha alguma fome ou porque na verdade estava particularmente bem feita? Talvez tudo junto. 

À medida que ia desaparecendo na frigideira, na proporção inversa eu ia ficando cada vez mais reconfortada e quente. Abençoada paella que me aqueceu e me fez renascer, não das cinzas, mas do desconforto de uma grande molha e do frio, num dia em que o mais sensato teria sido ficar no hotel. Pela janela do restaurante via que o tempo continuava sem o menor sinal de melhoria.

No regresso ao hotel enfrentei-o de táxi. 

Fiquem bem.

 

09
Nov18

Uma Julieta que espera pelo seu Romeu


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Ao longe parecia mesmo uma mulher sentada na varanda daquele lindo edifício. À medida que nos íamos aproximando verificámos que afinal se tratava de uma estátua. Muito bonito aquele conjunto, a estátua, a varanda e o edifício. Isto aconteceu na cidade velha de Dubrovnik. 

Fazia lembrar a varanda da Julieta em Verona, mas esta bem podia ser a varanda de uma Julieta de Dubrovnik, que espera pelo seu Romeu. 

Fiquem bem.

06
Nov18

Sardinhas para o pequeno almoço


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 Foto: www.mysweetportugal.com 

 

Não estou a falar de sardinhas mesmo, das que são pescadas no nosso mar e que a maior parte das vezes costumamos comer assadas, por volta do mês de Junho e durante todo Verão. Não, estas são uma especialidade de Trancoso, são confeccionadas a muitos quilómetros da nossa costa. Estou a falar das Sardinhas Doces de Trancoso, um doce conventual que teve as suas origens no século XVII no Convento de Freiras da Ordem de Santa Clara de Trancoso. São feitas com massa tenra que depois de bem trabalhada, é estendida, cortada em pequenos rectângulos que a seguir são recheados, dobrados e fechados na forma de sardinha. O recheio é feito à base de ovos, amêndoas, açúcar e canela. Depois de fritas são envolvidas numa cobertura de chocolate e polvilhadas com açúcar.

Porque é que hoje me lembrei de falar em sardinhas doces e em Trancoso? Porque vou dentro de dias à Beira Alta e vou conhecer esta terra secular, uma antiga vila medieval, que foi elevada a cidade em 2004. É uma terra amuralhada, com um castelo milenar fundado nos séculos VIII-IX, que ainda conserva as portas de entrada e ruas medievais, onde podemos ver os símbolos da importante comunidade judaica que outrora ali viveu. Terra mais antiga que Portugal, a que os nossos primeiros reis atribuíram sempre grande importância pela sua posição estratégica. Foi aqui que se realizou o casamento de D. Dinis com D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa.

Vou também ouvir falar de Bandarra, o sapateiro adivinho, o homem das profecias. A sua casa fica em frente à Sinagoga na zona histórica de Trancoso.  E irei ver ao vivo e a cores como se fazem as sardinhas doces, uma iguaria da nossa maravilhosa doçaria conventual. Dizem-me que são uma delícia, vou poder comprovar. 

Fiquem bem.

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